quinta-feira, 30 de abril de 2009

Filmaço! Não percam...

Está passando no Instituto Oi Futuro, aqui no Rio, na rua Dois de Dezembro, no Flamengo, uma das experiências cinematográficas mais bonitas que eu já assisti. Trata-se do longa de 76 minutos "Double Blind", da francesa Sophie Calle e do inglês Gregory Shepard, feito no longínquo ano de 1992.

Simples, comovente, original, inusitado - "Double Blind" (ou "No Sex Last Night", como também é conhecido) é o segundo filme que eu gostaria de ter feito - dos muitos que amo. O outro é Feitiço do Tempo.

Não contarei nada da história que é simplícima, quase clichê. Um road movie... Não torça o nariz dizendo "Mais um?" - afinal, não há nada mais parecido com um um filme do que uma estrada.

A beleza dos diálogos e monólogos, o uso originalíssimo das imagens - a tensão permanente entre fotografia e cinema, entre o tempo que corre e a vontade de retê-lo - o andamento falsamente lento que intensifica a poesia do texto, os muitos suspenses que sustentam a atenção - são muitas as qualidades narrativas do filme que é, ao mesmo tempo, documentário e drama, íntimo e intimista.

Depois espero falar mais sobre o filme, mas, em resumo, recomendo a todos assisti-lo - sobretudo aos interessados nas técnicas de narração, seja literária ou cinematográfica.
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