domingo, 28 de setembro de 2008

Primavera

O dia amanhecera com cara de primavera. Era aniversário de seu falecido pai e pela primeira vez lhe ocorria pensar que havia algo de primaveril no jeito dele ao mesmo tempo delicado e telúrico. Silencioso, contido - profundamente intenso, como as flores ainda invisíveis nas árvores.

Emocionava-se ao pensar em seu pai. Certamente era assim com todo mundo, o velho culto aos ancestrais só que esvaziado de todos os rituais que no passado remoto criavam alguma forma de contato - real ou imaginário? - com o espírito dos mortos. "Somos mais primitivos do que o mais primitivo de todos os homens", pensou, "angustiados por um sentimento tão antigo quanto o mundo, mas despido agora de todos os meios de expressão."

Estranhamente sentia-se mais próximo de seu pai agora do que quando ele era vivo. Difícil entender como os mortos podem às vezes parecer mais presentes do que os vivos. Talvez porque agora procurasse o que havia de seu pai em si mesmo e só aí enxergasse um caminho, o genuíno caminho, para o enigma que se tornara. Sensível à ambigüidade do mundo - que sempre lhe soava como ironia - lhe agradava pensar que quanto mais sem solução a vida lhe parecesse, mas próximo estaria do milagre. Ele queria o milagre mais do que qualquer solução. Talvez por isso avançasse a despeito de toda a dificuldade.

O que entendia por milagre, afinal? Ele interrogava a si mesmo observando o céu límpido, sem traço de nuvens, depois de tantos dias de chuva - e via ali a resposta. "O azul vazio de nuvens" soava como um nome para a simplicidade e clareza que desejava alcançar. No entanto, sentia-se tão distante desse céu, tão fraco para alcançá-lo...

Como o animal faminto procura alimento em tudo, ele também atento se nutria de cada coisa que se oferecia aos seus olhos ávidos. Agora mesmo, enquanto esperava sua hora lendo sob o sol, tomara para si umas palavras que lhe encheram de aceitação e ânimo: "Porém nenhum saber era um saber certo; o porvir sempre dispunha de mais de uma direção possível. Não se podia sequer desistir da esperança."

Não desistiria.

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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Para não esquecer...

"Porém nenhum saber era um saber certo; o porvir sempre dispunha de mais de uma direção possível. Não se podia sequer desistir da esperança."
Paul Bowles, O céu que nos protege

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Dos nomes das coisas

"Prezado cronista Antonio Caetano,

Nessa sua crônica na Tribuna Bis desta segunda-feira, o senhor menciona o vassoureiro e cita as vassouras de teto. Gostaria que enriquecesse o vocabulário. Lembro que essas vassouras de cabo longo têm um nome específico: vasculhos, termo esquecido. Os vasculhos servem para tirar a picumã do canto dos tetos. Picumã? Picumã é a teia de aranha tornada negra pela fuligem. (Os fogões a lenha ou a carvão liberavam fuligem dentro das casas). Hoje em dia usa-se mais o verbo vasculhar no seu sentido metafórico, de procurar minuciosamente, esquadrinhar.

Por falar em cousas do século XIX, como se chamavam os bondes puxados a burro? Naquela época ainda não havia os bondes, termo que surgiu com a Light e os carros elétricos. Lendo Machado de Assis, encontrei o nome. Eram chamados de 'gôndolas'. Não sei porquê.

Cordialmente, o leitor

Roldão Simas Filho"
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domingo, 21 de setembro de 2008

Pra você...

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Incompatibilidade visceral

lendo e comentando este post do Reinaldo Azevedo, cheguei à conclusão que os amantes do Estado policial socialista jamais poderão entender um sistema como o capitalismo avançado que é baserado essencialmente na... confiança! Confiança, é bom lembrar, é sinônimo de... crédito. Ora ora...

E tudo que NÃO EXISTE em qualquer Estado policial é... confiança.

Outra coisa que precisa ser repetida sempre: não existe NADA de científico no marxismo. O marxismo é falso, falacioso ou simplesmente errado de ponta a ponta - a começar por Hegel.

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A mais completa coleção de bobagens sobre a crise

Sob o título acaciano "A crise deve resultar numa fase de maior regulação", o colunista da Folha Josias de Souza bateu um recorde ao reunir num post curto a maior coleção de bobagens escritas sobre a crise econômica americana. Obra de gênio! Leia o texto

As primeiras linhas deixam antever o que virá:

"O futuro é como tela virgem diante do pintor. Sabe-se que, do branco brotará uma pintura. Entre um traço e outro, pode-se arriscar um palpite: vai ficar feia. Ou bonita. Mas nem ao artista é dado adivinhar os contornos finais da própria obra. Não antes dos últimos movimentos do pincel."

Não sei se o que vai em negrito vale para a boa arte em geral, mas certamente resume o que vem pela frente. Não quero estragar o prazer da leitura do texto, portanto saltarei para o final, onde o autor se esmera na exibição de toda sua grandeza:

"O diabo é que agora já não há nem mesmo o contraponto da visão marxista de uma sociedade voltada para o bem-estar, em detrimento do lucro. Faliram também as utopias. Em meio à falência também das utopias, o capitalismo tampouco foi capaz de prover uma resposta a Marx."

Não creio que Josias seja um homem simples, então acredito que só a complexa mistura de má intenção, desconhecimento e cegueira pode levar alguém a associar capitalismo = lucro e socialismo = bem-estar.

Não há sequer o amparo da história para demonstrá-lo. E basta olhar ao redor, em casa mesmo, para entender de onde o capitalista extrai seu lucro: da óbvia e crescente promoção do bem-estar em escala planetária.

Essa é a resposta do capitalismo a Marx. Mas para Josias ela não é suficiente.
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sábado, 20 de setembro de 2008

Caranguejos, vassouras e velharias

Hoje o dia está machadiano. Eu hoje só sairia de casa se fosse de tílburi.

Chove sem parar há dias. Uma chuvinha miúda - insistente e triste como um daqueles pregoeiros que vão gritando seus produtos pela rua. Quase todo sábado passa um por aqui vendendo caranguejo. Acho que ele os pesca em algum lugar do Flamengo, sei lá. Ela vem com os caranguejos vivos pendurados em fieiras num pau apoiado no ombro. Os caranguejos estão ainda sujos de lama e se contorcem com uma lentidão que combina com o jeito que ele arrasta a palavra "caranguejo" quando grita.

(Caranguejo é gostoso, mas é uma coisa chata de se comer. Comer caranguejo é um abacaxi. Duas coisas que decididamente não querem ser comidas: o caranguejo e o abacaxi. Compare com a galinha e a manga, tão amigáveis...)

Outro que passa é o vassoureiro. Sua voz é mais simpática. Deve ser porque carrega uma coleção inimaginável de vassouras, de todos os tipos e tamanhos e de variadas cores. A família das vassouras, eu não sabia, é vastíssima: começa nas escovas - que tanto podem ser avós ou filhas - e vai dos espanadores às vassouras de teto, altas como girafas amarelíssimas. Deve ser por isso, por carregá-las feito estandarte, que a voz do vassoureiro parece mais vibrante quando ele estica seus erres e esses e vês como se espanasse o vento.

Há ainda o sujeito do ferro velho - que de tão chato, chega a ser engraçado. Ele passa numa Kombi mambembe anunciando que compra tudo: "Panela velha, geladeira velha, máquina de lavar velha..." A voz meio fanha e deliberadamente monótona enfatiza o "velha" depois de cada palavra...

Mal acabo de escrever isto e como que por milagre ele aparece lá embaixo! E, ao contrário do Esteves de Tabacaria, ele tem lá sua metafísica: é o carro funerário das coisas. "Panela velha, geladeira velha, ar condicionado velho..."

Eu tenho aqui umas tristezas velhas. Tão velhas... Já nem funcionam mais. Umas eu às vezes até tento ligar, mas estão arranhadas, desbotadas, já não se escutam bem... Com essa chuva, também calha de uma ou outra me doer. Aí só passa se alongo os olhos na janela e consigo ver beleza nessa chuva e me alegrar com ela...

É o jeito. Porque tristeza velha ninguém quer. Nem o ferro velho.

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Mais dois textos sobre a crise

O Fernando Rodrigues, da Folha, escreveu um post que achei excelente.

"Prepare-se agora para o fim de semana. Milhares de análises na mídia sobre a “estatização” (sic) nos EUA. Ou sobre como os norte-americanos provam de seu próprio veneno ao terem de intervir nos mercados, logo eles que “não regulam nada”. A impressão é que essa bobagem vai frutificar para sempre.

Quando se considera as regras e as leis que valem, de verdade, não há país mais regulado no mundo do que os EUA. O Brasil certamente tem muitas leis, mas quase nenhuma é levada a sério. Nem a Constituição.

Sobre a tal “estatização”, besteira. O governo dos EUA deseja manter o sistema de livre mercado. Em toda a sua história, o Estado de lá sempre fez intervenções na economia. Alguém já ouviu falar do “New Deal”?" clique para ler mais

* * *
Mas que torce contra ou tem uma visão conservadora e pessimista, recomendo o artifo do Jeffrey Nyquist deta semana, que não deixa a menor esperança quanto ao futuro da economia americana e da cultura ocidental.

"The Russian leadership is consistent in its policy. Talk of Russia’s “partnership” with America has always been a smokescreen. The Kremlin seeks to justify future military action against the United States and has long been building a case. The Kremlin wants America cut off from its allies, and has patiently waited for the advent of financial collapse as the signal to push hard for Europe’s neutrality. As explained in previous columns, this is the basis of Russia’s recent turn of policy." clique para ler mais

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Comentários meus sobre a crise

Comentários publicados esta semana no blog do Reinaldo Azevedo sobre a crise econômica americana, sobre tudo uma que lá pelas tantas dizia o seguinte:

"Em meio a uma desconfiança sobre a saúde financeira de bancos de investimento como Goldman Sachs e Morgan Stanley, fundos de pensão e grandes investidores institucionais se livraram de ações e de dívidas corporativas para se refugiarem em papéis da dívida pública americana de curto prazo.
A procura foi tão alta que alguns desses papéis chegaram a ser negociados com juro próximo de zero, na menor taxa desde a Segunda Guerra. Ou seja, o investidor chegou a pagar ágio para comprar papéis que praticamente não trarão nenhum rendimento, mas que são refúgio contra perdas. Apenas ontem o retorno dos papéis de três meses do governo americano recuou 0,61 ponto e teve taxa de 0,03%, a menor desde janeiro de 1941.
Ao mesmo tempo, os juros dos empréstimos entre bancos privados dispararam, levando as taxas ao maior patamar desde 20 de outubro de 1987, data que entrou para história de Wall Street como a "segunda-feira negra" do crash da Bolsa nos anos 1980."
* * *
Os tais 140 bilhões de euros "injetados" pelo Banco Central Europeu na verdade foram emprestimos de um dia - o velho "overnight"! E a juros mais ou menos salgados! Aí o sujeito lê "injetados" - ainda mais no Brasil - e pensa que é "a perder de vista", tipo empréstimo de sogro.De um modo geral, as editorias de economia estão tratando a coisa como se fosse "no brasil", como o BNDES salvando empresas com emprestimos que nunca serão pagos.
* * *
Também não caio nessa de "maior crise financeira da história". Em numeros absolutos? Faz-me rir... Duvido! Até porque apesar de tudo por enquanto é só uma bolha...
Um amigo meu mais pessimista já me disse que essa tal crise é mesmo uma bolha se comparada a "verdadeira crise" que é a dos cartões de crédito - que viria em seguida se a economia americana entrar mesmo em recessão...
Talvez por isso também o Fed Bernanke esteja focando a recessão e não a inflação - com foi tão pressionado a fazer.
* * *
Confesso que numa hora dessas, o FED ser dirigido por um sujeito que se chama Benjamin Shalom Bernanke só me tranquila.
Outro dia alguém me saiu com uma dessas "teorias da conspiração" indignas desse nome e disse que o mundo era dominado pelos judeus. Eu olhei pra ele e ri: "Quem me dera! Certamente não seria essa zona...". E saí.
* * *
Pois é, agora me responda: se ao fim disso tudo, houver uma corrida aos títulos de curto prazo do Tesouro americano?
Aconteceria o mesmo que acontece com um banco qualquer da esquina? Quem salva o tesouro de uma corrida ao tesouro? A Casa da Moeda?
* * *
Pra quem gosta de uma conspiração: será que estamos vendo um mega ataque especulativo ao dólar?e já que desatei a falar, acrescento: falam, falam da "crise que abala o capitalismo" mas no fundo eu acho que isso aí é o dinheiro que está faltando no caixa no fechamento de um balanço que se conta em quatrilhões.

Pensem o seguinte: no tempo em que essa bolha foi gerada, o dólar levantou a China, a Índia - não vou nem falar do resto. Imaginem a quantidade de trilhões de dólares que não correram nesse tempo? Os trilhões em riqueza...

Quero dizer com isso que uma bolha de crédito - dinheiro sem lastro? - de um pib americano é respeitável, sim - mas dentro de um sistema q nesse meio tempo rodou sei lá quantas centenas de trilhões - é "do jogo".

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Enquanto isso, a 90 km da Flórida...

Enquanto por aqui uns comemoram o fim do liberalismo, crise do capitalismo, etc, em Cuba o auto-proclamado general Raul redescobre, com 50 anos de atraso, os benefícios da... privatização!

"(...) Segundo o jornal "Granma", porta-voz do governante Partido Comunista de Cuba, foram registrados nas delegações municipais do Ministério de Agricultura, entre quarta e sexta-feira, 7.119 pedidos de pessoas que desejam receber terras em usufruto para semear vários produtos e 6.818 para gado bovino.
A entrega de terras é prioridade no Governo do general Raúl Castro, que considera assunto de "segurança nacional" aumentar a produção de alimentos (...).
Cuba importa aproximadamente 80% dos alimentos consumidos pelos seus 11,2 milhões de habitantes (...) A resposta às solicitações demorará de 78 a 108 dias (...)".

O tempo de resposta se explica: eles estão com pressa! Pare ler a matéria, clique aqui

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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Opiniões sobre a crise

O UOL publicou quatro "reflexões sobre a crise" com o título pomposo Futuro do capitalismo diante de crise divide analistas. Separei a que me pareceu mais interessante. Se quiser ler as outras, clique aqui.

Há opinião para todos os gostos, tem Chomsky dizendo platitudes do tipo "os mercados não levam em consideração as conseqüências das suas perdas para a economia como um todo." A oque responde Mr. Danielsson no texto que segue: "O capitalismo tem um bom histórico de melhorar dramaticamente os padrões de vida do mundo ao longo de grandes períodos."
* * *
"Nós ouvimos que a onda de fusões, nacionalizações e falências no mundo financeiro representam o fracasso da velha forma de se fazer negócios, e que o futuro é um mundo pesadamente regulado, como nos anos 50.

Nada pode estar mais longe da verdade do que isso. O custo de prevenir crises significa uma economia como em Cuba ou na Coréia do Norte.

Enquanto alguns bancos, com a anuência de reguladores e com o apoio de governos, se colocaram em dificuldade, é a reação a essa crise que realmente interessa. O sistema financeiro está passando no teste até agora.

Nós sairemos desta crise tendo aprendido que é importante para os bancos não deixarem seus ativos tão complicados que nem eles, nem ninguém os entende.

A verdadeira tragédia seria se a reação oficial à crise fosse o excesso de regulação mal-pensada e politicamente motivada. Um sistema financeiro livre é essencial para a prosperidade internacional.

Por favor, legisladores não nos coloquem de volta em 1929 ou nos anos 50."

Jon Danielsson é integrante do grupo de mercados financeiros da universidade London School of Economics.

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Uma economia borbulhante

Morri de rir com esta história: Hard economic times hits the High End Girlfriend Index. 

Quem leu Fogueira das Vaidades vai achar ainda mais intereressante. A verdade é a seguinte: quantos desempregados existem hoje em Manhattan sem grana pra pagar o cartão de crédito? E se isso se tornar também uma bolha?

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O tamanho da crise

Publiquei o post abaixo no dia 17,mas tirei do ar porque falo em tesouro em vez de FED, quando na verdade, constatei depois que a intervenção na AIG teria sido feita pelo FED. OK, foi mesmo feita pelo FED, mas com o aval explícito do Tesouro - bem diferente, portanto, de outras ações do FED, que é autônomo e privado.


De todo modo, o espírito do texto é correto:

"É de fato uma contradição. Uma contradição no sentido formal, literal.

Não se sei se toda medida é um símbolo, mas uma seguradora quebrar é uma medida da desconfiança que ameaça o sistema. "Nem as seguradoras são mais seguras" é trocadilho do mês. Por isso, a "contradição liberal" é também um símbolo, um sinal de que há uma preocupação com a credibilidade do sistema.

Na prática, deve ter havido uma pressão internacional também, dos outros bancos centrais, para que o Tesouro - ou seja, o próprio estado americano - entrasse na jogada. Numa crise dessas não pode deixar quebrar a maior seguradora do mundo. Imagine a insegurança!"

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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A "mão invisível" da Rússia

Jeffrey Nyquist e Christopher Hitchens são meus jornalistas favoritos no momento, porque me dão uma leitura mais estratégica do que está acontecendo, a despeito de um ser "de direita" e o outro "de esquerda".

Em seu último artigo, Nyquist escreveu algo que eu intuí aqui como "hipótese conspiratória": a crise americana é real mas está sendo manipulada para que seus efeitos tornem-se devastadores. Por exemplo, a pressão para que Bernanke, o presidente do FED, focasse na inflação provocada exatamente pela elevação dos preços do petróleo e dos alimentos foi enorme.

Ben Shalom Bernanke não é bobo e percebeu o óbvio: que esses custos eram momentâneos e externos, portanto, nada tinha a ver com os fundamentos da economia americana e adotou a política inversa, atacando a ameaça de recessão.

Adotou uma política de oferecer recursos de curto prazo para que as insituições fosse se acomodando e assim a bolha imobiliária maericana já comemora um ano sem que a prevista recessão mundial tenha acontecido.

Ele e Sarah Palin deram as duas grandes bordoadas que podem custar a eleição de Obama presidente do mundo.

Agora vejamos o que escreve Nyquist em seu último artigo:

"And then there is the economic game, intended to push capitalism over the brink. It is not that Russia has caused the West’s economic problems. But Russia’s mastery of clandestine instruments provides a tool for pushing the West as it totters on a financial cliff. According to an Associated Press story, titled “Study Links Oil Prices to Investor Manipulation,” a curious coincidence emerges in the data. Analysis shows that a massive “stampede for the exits” in the oil market began on July 15. This date marks a turning point in Russia’s strategic direction, when the Russian president gathered all his country’s diplomats to a meeting in Moscow.

A clever analyst has written to me on the subject of oil price manipulation: “What if the rise in oil was deliberately done in a coordinated attack? Using multiple business fronts, using foreign government monies, using lies about production levels to drive up the price to the bin Laden price of $144 to hurt the U.S. economy and sucker everyone into a long position in oil, then drop the bottom out of oil….”

If you create a trend, the herd follows. This is well known. And the financial herd is no exception. Why was there a “massive stampede for the exits” on July 15? Who triggered it?

Perhaps the United States is under financial attack. We know that the country is being encircled through maneuvers in Latin America. At the same time, the U.S. is being isolated from its European allies, financially hobbled by a combination of its own blunders and poorly understood market manipulations. " leia mais

Essa é exatamente a minha 'hipótese conspiratória": a economia americana é forte demais para sofrer um "ataque especulativo" direto, mas tem sido alvo de ataques que visam a atingir o aspecto mais imprtante, essencial mesmo da economia americana e, por tabela, de todo o capitalismo: a confiança.

A mídia amestrada tem amplificado os aspectos negativos e ignorado os positivos para provocar o descrédito e o pânico, mas a atuação de Bernanke tem sido magistral.

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A administração da loucura

Eu acho que a loucura está sendo bem administrada. O termo em inglês para o que está acontecendo é "slaughter": está havendo uma súbita e brutal concentração de renda - o ambiente é "ótimo para os negócios". A melhor tradução para "slaughter" em português é "carnificina".
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O ciclo de seis meses

Seis meses depois da crise que levou o Bears, agora é o Lehman Brothers.

O Merril Lynch foi comprado pelo Bank of America "por cerca de US$ 44 bilhões,depois de dois dias de negociações, informa "The Wall Street Journal" em sua página de internet."

E aposto, a economia não cai - até daqui a seis meses.

A verdade é q está havendo uma concentração enorme de poder financeiro na mão de um número cada vez menor de bancos. O Morgan Chase comprou o Bears.

"Com esta aquisição, o Bank of America, o maior grupo bancário do país, consolida ainda mais sua posição de gigante, reforçada já por uma série de compras anteriores que incluem o banco hipotecário Countrywide Financial.

A compra do Merrill Lynch, estipulada esta noite pelos conselhos de administração de ambas as entidades, lhe permite controlar a maior força de intermediários das bolsas de valores do país e cria uma entidade que terá tentáculos em todos os aspectos do sistema financeiro dos EUA, diz o "Journal"." - Uol Notícias
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O oba-oba de Obama

Primeiro foi Al Gore a lançar sua candidatura a presidente do mundo. agora é Obama. Madona deve ser o Gilberto Gil deles.

Vagamente me parece que é o mesmo "pessoal" que queria o foco do FED no combate a inflação - produzindo uma recessão de fato - e não um combate à recessão momentânea - produzida muito mais produzida por uma incerteza financeira ao fim das contas do que pelos fundamentos da economia.

De fato, foram duas grandes bordoadas na cadidatura de Obama: o Bernanke focar a recessão e não deixar a economia cair num momento crucial da eleição (exatamente pq ele percebeu que havia uma espécie de "ataque ao dólar" artificioso e, pra quem gosta, suspeitíssimo) e a escolha da Sarah Palin. Quando eu li o "argumento do batom" pensei: "ganhou a eleição pq vai pegar o voto da mulherada que não tem nada a ver com Hillary, mas estava calada sob porrete feminista dela". Juro que achei um exagero dar tanto valor a uma frase. Nunca substime a cultura de massas, a industria da informação, etc. Como sempre uma boa frase vale mais do que mil palavras, como gosto de dizer.
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domingo, 14 de setembro de 2008

Como tudo na Rússia cheira a conspiração...

Avião cai na Rússia e mata 88 pessoas

(...) um dos mortos é o general Gennady Troshev, que comandou em 2000 o Exército russo contra rebeldes na região da Chechênia.

Questão jornalística: essa era literalmente a última linha da matéria.
Eu acho que deveria ser a segunda!

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A grande festa

Não sei que tonalidade rósea descia dos imensos lustres suspensos no salão; ou era como se em alguma parte houvesse um crepúsculo em sangue radiando uma Luz fantástica e sutil; sei que no arfar do colo das mulheres suas peles pareciam mais morenas e coradas: como se os seus seios tivessem crescido imperceptivelmente. A que me dava o nome de amigo estava tão esplêndida que ela mesma cerrava os olhos de prazer para sentir seu sangue correndo satisfeito por todo o corpo sadio e recentemente lavado.

Sim, nós todos estávamos vestidos com certa dignidade e minuciosamente limpos; isso nos dava bem-estar; era um dia de festa geral.
Quem andasse pelo salão veria depois que ele não terminava; era um salão imenso e infinito, ladeado de parques e repuxos; a noite cantava de alegria pela voz dessas águas felizes. Todas as pessoas do mundo estavam na festa; toda a população tinha querido sair esta noite, e graças às máquinas hábeis e à engenharia emancipada e generosa todos estavam limpos e bem vestidos, e uma grande porcentagem trazia flores.

Alguém sussurrou que era a Primeira Festa da Terra; alguém indicou vários presidentes de república e imperadores; era fácil para cada um encontrar uma pessoa que amasse, ainda que ela nos dias comuns estivesse a grande distância; porque a festa era muito bem organizada.

Mesmo as pessoas doentes e tristes esta noite estavam bem; as pessoas truncadas estavam inteiras, e admiravam com prazer os próprios braços novos. Segundo a combinação geral ratificada de pé, por unânime aclamação, por todos os parlamentos, todos, àquela noite, eram felizes que nenhuma lembrança do passado pudesse aborrecer alguém; e no futuro ninguém pensava, tal era o prazer da festa.

A que me dava o nome de amigo sorria, e me achava bem, sentia o quanto sua presença me fazia bem. Dizíamos com delicadeza um para o outro são seus olhos", não, são os seus".

E muitas pessoas olhavam outra com olhos azuis, novos, perfeitos úmidos. Mas eu estava no setor dos olhos negros; eram emoldurados de cabelos negros; a boca se entreabria: os dentes eram pequenos e brancos; o colo arfava de manso. Todos tivemos prazer em conhecer muitas pessoas; a humanidade estava satisfeita consigo mesma; havia muito entendimento. Não sei se seriam os licores finos ou os sorrisos daquela feliz; mas eu imaginava nitidamente essa festa geral, esse salão com seu parque infinito. Foi então que uma rajada de vento fez bater uma janela; os vidros se estilhaçaram. Deixei por um instante a minha amiga, saber que nunca mais a haveria de ver; olhei pela vidraça partida a noite escura. Era uma noite triste e negra que chorava com seu vento, chorava de tristeza e de pobreza, e o mundo lá fora era um imenso terreno b com pequenos casebres clandestinos de madeira entre os quais passeavam grandes ratos famintos.

Percebi meu erro; voltei-me para o interior do salão, mas não havia mais ninguém; era um pequeno quarto frio construído por um demônio para nele prender a minha insuportável solidão.

Rubem Braga, outubro de 1952
200 Crônicas Escolhidas, Editora Record

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sábado, 13 de setembro de 2008

Da comovente precariedade de tudo

Que bom você ter levado o livro que eu lhe dei de presente. Será um pouco com se eu estivesse ao seu lado. Se pudesse, eu iria, você sabe. Mas, não dá. Então vai o livro, em vez de mim. Claro, eu seria uma companhia melhor, porque você nem precisaria ler, eu falaria direto em seu ouvido, sussurrando histórias com o ar mais sonso do mundo, como se nem quisesse excitar você. Excitar pouquinho, que a hora não seria própria. Enfim, mais divertir do que excitar. Fazer você rir essa sua gargalhada que um dia eu gravo e fico rico, tão engraçada ela é. Porque uma gargalhada que faz rir é o próprio moto contínuo. Então quando as pessoas estivessem muito tristes, tristes de dar dó, fariam tocar sua gargalhada como se fosse uma música sabendo que, mesmo contra a vontade e todos os presságios, acabariam rindo, rindo às gargalhadas da sua gargalhada. E acho que nem seria o caso de vender... Vamos dá-la de presente ao mundo e deixemos para ficar ricos de outro modo.

Outro dia, achei num livro que você me trouxe - aquele que você me devolveu porque chora toda vez que lê - achei dentro dele um jogo de loteria. Menina, aquilo me comoveu como o diabo! Fiquei olhando os números, desvendando o significado provável deles: havia, acho, os dias em que nascemos; o mês, que é o mesmo; o ano do meu nascimento, porque o seu não consta entre as dezenas possíveis... Achei tão singelo o jogo dentro logo daquele livro que você acha tão triste, a vaga possibilidade de se resolver de uma tacada só todos os nossos problemas, a escolha dos números seguindo uma lógica parecida com a minha quando jogo, a mesma louca esperança compartilhada de um dia... Puxa, como aquilo me comoveu...

Ando me comovendo cada vez mais com quase tudo. Não é um sentimento bom ou mau, não é dor nem prazer. É, não sei, uma espécie de (ou será a verdadeira?) compaixão. Sabe, eu percebo uma delicada precariedade em quase todos os atos humanos. Sentimos medo, admiração, desejo, júbilo, dor, alegria, curiosidade, contentamento - e quase sempre nos faltam palavras. E mesmo o gesto... É louco dizer isto, mas até quando matam o que eles parecem estar tentando é estender uma precária ponte entre o abismo que separa os corações.

Numa noite dessas, entrei no mercado para comprar leite - me deu uma vontade súbita de comer mingau, veja só (não faça essa cara de nojo!). Enquanto esperava o troco reparei que a moça de um outro caixa me olhava. Era um olhar longo, fixo, que parecia me atravessar porque nem se dava conta de estar sendo percebido. Era um olhar de paixão apagada pela tristeza: não havia o menor traço de desejo naqueles olhos, mas uma resignada renúncia a qualquer possibilidade de encontro. Seu olhar dizia: "Você não é pra mim".

Não sei se desviei os olhos ou a cumprimentei com um aceno, mas passado o embaraço, me senti de novo comovido. Ah, meu amor, que solidão havia naqueles olhos! Tudo que tentei fazer foi parecer merecedor daquele olhar - e nada mais. Não quis parecer forte ou sedutor, mas apenas bom, humanamente bom. Eu também já desejei quem não queria ou não podia me desejar. Eu também tenho medo. Medo que o amor apodreça no porão escuro do meu navio porque a tempestade não me deixa desatracar do cais. Medo da solidão. Medo de perder você. Medo.

Mas também sinto admiração, desejo, júbilo, dor, alegria, curiosidade, contentamento. Também sinto você, o mar que és, tempestuoso às vezes - e com a mesma coragem com que atravesso a rua, atravesso você, em meio à chuva e a escuridão, para chegar com meu navio até você, do outro lado.

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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A obsessão da proteína

Para mim que andava tomado pela 'obsessão da proteína" porque passei a fazer mais exercícios foi muito útil a leitura deste post publicado pelo meu amigo e terapeuta, além de grande capoeirista, Jorge Itapuã Beiramar. Aliás, o blog inteiro está cheio de boas dicas de saúde.

O mito da proteína
Será que ela é tão importante na nossa alimentação como dizem?


A proteína assumiu um papel fundamental na alimentação da sociedade. Grande parte da população sequer reconhece uma refeição decente se não houver uma considerável porção de carne, seja bovina, suína, de frango, peixe ou as variáveis vegetarianas. Mas será que realmente precisamos ingerir tanta proteína para nos manter saudáveis?
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Crise americana, queda da Bolsa, alta do dólar

Eu queria que alguém apresentasse um gráfico comparativo do movimento da Bolsa, dos preços das commodities em geral e da evolução da crise americana, começando seis meses antes do "início oficial" do estouro da bolha.

Talvez se pudesse "ver" com clareza o fluxo do capital buscando compensações "táticas" para as perdas em seu "centro estratégico", digamos assim. Porque é muito louco que a tal aversão ao risco faça agora o capital retornar ao... dólar!

Ou seja: desconfio que a queda do dólar foi uma tática para recuperar o... dólar!

Será mesmo?

É isso que me irrita na cobertura da Economia na mídia brasileira. É sempre aquele papo de "o mercado", "o mercado", "o mercado" - como se fosse tudo marcado por uma irracionalidade e uma imprevisibilidade infantil.
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terça-feira, 9 de setembro de 2008

A Rússia no Caribe e o imimente ataque ao Irã

"O governo da Rússia confirmou ontem que enviará uma frota militar para o Caribe para realizar exercícios com a Marinha da Venezuela. Será a primeira vez em que naves de batalha russas farão manobras militares na região desde o fim da Guerra Fria. O exercício, que não tem data, mas pode ocorrer ainda este ano, foi anunciado dias depois de os Estados Unidos terem atracado navios militares em portos da Geórgia — país que ainda está parcialmente ocupado por tropas russas — para a entrega de ajuda humanitária. As manobras contarão com o cruzador de propulsão nuclear Pedro o Grande, o contratorpedeiro Almirante Chabanenko e outros navios de guerra. Pedro o Grande é um dos maiores e mais bem equipados navios do mundo, só perdendo em tamanho para porta-aviões. Antes das manobras, aviões anti-submarino estacionarão na Venezuela para apoiar o exercício. O envio dos navios de guerra foi confirmado pelo porta-voz do Ministério do Exterior russo, Andrei Nesterenko."
O Globo Online

"According to a recent article (in Hebrew) in the Israeli daily Maariv, Israel’s top political and security officials have taken a decision to attack Iran’s nuclear program if nothing else is done to halt it. Senior journalist Ben Caspit writes that 'the debate between those who think everything must be done, including a military operation, to stop Iran from obtaining a nuclear bomb and those who think one can live with it, has been decided. If the Iranian regime doesn’t fall during the coming year, if the Americans don’t deliver a military blow and if the sanctions don’t break the Iranian nuclear program, Israel will have to take action. In other words: the preparations for an Israeli military option…are already underway.'"

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O jovem Obama


O sorridente dono da foto é o meio-irmão de Obama. Para ler a matéria, clique aqui
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sábado, 6 de setembro de 2008

Entre dois silêncios

"Você me alimenta de flores e eu preciso delas como de cada beijo seu", ele pensou consigo mesmo, os olhos pousados sobre o vaso de flores que ela trouxera de manhã. Eram margaridas bem pequenas que pareciam de renda feita a mão, tão miúdas e minuciosas. E o tom amarelo delas tinha um longínquo toque de verde - exatamente como no branco das jabuticabas há um toque longínquo de azul.

De onde estava podia ver as margaridinhas e ela que dormia, encolhida na cama, ao lado do livro que lhe dera de presente. Parecia ter sido pega de surpresa pelo sono, deitada assim atravessada na cama, à cabeça bem na beira, as pernas dobradas para caberem no colchão. No entanto, estava tão calma e relaxada que não havia como duvidar do seu conforto. Lembrou-se de certas árvores e plantas que assumem formas inusitadas em seu esforço de buscar a luz que as alimenta. Mesmo as mais bizarras jamais perdiam a naturalidade.

Sentado entre esses dois silêncios - o silêncio amarelo das margaridinhas felizes, o silêncio branco dela dormindo - ele apenas olhava, reverente, quase imóvel. Seus poucos gestos se infundiam da elegância que a cena exalava. Se aquele momento pudesse durar para sempre, se pudesse erguer toda uma vida sobre o chão desses silêncios. Sabia que não, mas era já um consolo jubiloso a certeza de que a cena se imprimia pouco a pouco na memória do seu corpo e ficaria lá, como uma dessas ilhas que de repente se erguem do fundo do oceano.

Precisava trabalhar e para que o telefone não viesse a acordá-la se tocasse teria de fechar a porta. Logo faria isso com todo cuidado, mas antes queria olhá-la um pouco mais. Ela dormir em sua cama era como se dissesse "eu te amo" sem querer. Ou ao menos ele sentia assim, ele que sempre se comovera ao velar o sono das pessoas que amara. Sentia-se feliz porque sabia o quanto ela precisava dormir e também sabia o quanto ela resistia a se entregar - fosse ao sono, fosse ao amor. E, no entanto, ela dormira.

Olhou de novo as margaridinhas que ela trouxera - sabia o que elas queriam dizer em seu exultante silêncio de flores. Elas diziam por ela o que ela temia dizer. O amor, como a beleza, é às vezes um fardo. Ela, que tinha os dois, às vezes sentia-se exausta. Ainda bem que dormira.

Levantou-se e com uma delicadeza quase teatral, fechou a porta. A imagem dela dormindo, tão confiante, tão íntima de sua fragilidade, fixou-se em seus olhos e por uns instantes lhe pareceu sentir o quase inefável perfume das margaridinhas.

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Sobre a vice de McCain

Quem deve estar se mordendo de raiva é Hillary Clinton. Surge uma mulher no pedaço que fala direto às suburbanas "hockey mom", sem concessões ao feminismo nova-iorquino, e que é já virtual concorrente a "primeira mulher eleita presidente dos EUA".

Pois se McCain ganhar, Hillary, claro, voltaria daqui a quatro anos, como mais cacife que o próprio Obama para disputar a presidência ou com o próprio McCain quatro anos mais velho (mas quatro anos na Casa Branca a esta altura equivalem a quase quarenta!) ou com "um outro qualquer

Só que agora esse outro já tem nome, é mulher, discursa bem e é... conservadora! - como a maioria dos cidadãos nos EUA e no mundo todo!
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A guerra dos browsers

O Opera continua imbatível em todos os aspectos - menos um: trabalha mal com sites criados em... desculpe, me fugiu a extensão proprietária da Microsoft!

O Firefox - ao menos o ultimo que baixei - tornou-se estrnhamente lento. Muito lento. Algo inacreditável.

O IE7 é razoável e essencial para acessar bancos e tudo que diga respeito direta ou indiretamente à Microsoft - do site deles a extensões proprietárias. É disparado (com o perdão do trocadilho) o mais lento.

O Chrome é simpático e realmente muito, muito rápido. Mas ainda é um esqueletinho - não é possível sequer mexer em suas barras, alterando a ordem padrão. Eu, por exemplo, gosto das guias ou tabs logo acima da janela de navegação e não posso prescindir da barra ou moldura superior. Ou seja: eu gost que todos os meus navegadores tenham mais ou menos a mesma aparência, por conta de outros programas que uso.

Sim, eu uso todos esses navegadores e ainda outro, que acho ótimo: o Flock.

Mas o meu navegador de guerra é o Opera. Junto com o Dreamweaver são, na minha opinião, os dois programas que alcançaram o que chamam de "state of art" - quero dizer, um "padrão artístico" onde além de atender a todas as necessidfades que se poderiam esperar do programa, ainda se consegue um padrão de beleza e funcionalidade ideal.
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