domingo, 27 de julho de 2008

Um menino

Procura-se um menino. Ele tinha dez anos em março de 64, quando deu as caras numa crônica de Rubem Braga, tentando comprar um dos passarinhos do cronista. Ele entendia do assunto e já sabia negociar. Não se interessou pelo coleirinha, mas conseguiu que Braga lhe fizesse o curió por seis contos e o melro por oito, depois do cronista pedir dez por qualquer um dos três. Mas "sem gaiola", bateu pé.

Estavam os dois na praia, O texto não diz, mas imagino que o diálogo se deu na beira d'água quando o cronista se preparava para um mergulho. O menino chegou como quem não quer nada e ficaram os dois lado a lado, medindo o mar, até que o menino puxou conversa. O diálogo foi rápido, preciso, falsamente casual: exatas 20 perguntas e respostas curtas, com duas ou três pausas , sem que talvez os dois tenham se olhado senão de soslaio. Fez bem o menino. Sabidamente, Rubem Braga não era um homem loquaz e tampouco apreciava a loquacidade.

No fim, depois de conseguir tudo que queria como um maduro negociador de passarinhos, o menino de súbito se tornou menino outra vez: fez outra pausa, desta vez mais longa e teatral, virou-se para o cronista e perguntou: "O senhor não me dá um passarinho, não?". E nem esperou a resposta: correu para o mar ao encontro da irmã que lhe acenava da água.

Bem, daí em diante tudo é mistério. Terá Rubem Braga dado um passarinho para o menino? Ou mesmo lhe terá vendido um? Com gaiola ou sem gaiola, afinal? Ah, sim! E o nome do menino? Sabemos que é filho de um amigo do cronista e nada mais. A esta altura só mesmo o menino poderá responder. Mas onde andará o menino?

O menino da crônica, se tudo lhe correu bem, hoje é um homem de 54 anos. Nem por isso as perguntas cessam. Terá casado? Eu imagino que sim. Terá sido feliz e ainda estará com a mesma mulher? Seria bonito se fosse assim, mas um personagem de Rubem Braga, mesmo real, tanto tempo casado - não sei, não...

Enfim, terá tido filhos?Se casou, teve filhos, certamente. E se não casou também. Sim, filho é certo que teve. Mas quantos? Homem, mulher, um casal? E o que terá feito da vida? Qual sua profissão? Tinha jeito de comerciante, mas pode ter se formado economista, arrumado um emprego público, quem sabe, quase tenha sido ministro...

E o mais importante: ainda gostará de praia e passarinhos? E de crônicas será que gosta? E da tal crônica, uma das duzentas preferidas do próprio autor, será que ainda se lembra dela? Talvez tenha um exemplar com dedicatória da primeira edição de "A traição das elegantes", coletânea onde a crônica saiu depois republicada, e às vezes a exiba aos amigos mais céticos que não acreditam que ele seja mesmo o menino da crônica.

Sim, porque esse cinqüentão, que talvez nós nunca venhamos a saber quem é, bem lá no fundo sabe que será para sempre o menino que gosta de passarinhos e de praia eternizado por Rubem Braga. Nos piores momentos da vida - e eles sempre vêm - isso certamente lhe será um consolo.

Enfim, são tantas as perguntas - e cada vez mais ínfimas e minuciosas - que é melhor parar, pois nem espaço haveria. Mas procuremos, procuremos por aí, leitor, perguntando a amigos e vizinhos, quem terá sido esse menino. E quem descobrir, me conte.

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domingo, 20 de julho de 2008

Nome Próprio: Falta movimento!

Clarah Averbuck tem um domínio natural da arte de narrar. Por isso, suas crônicas lhe valeram uma horda de fãs. Digo horda porque fãs são gente bárbara - volúvel e caprichosa. Eu, por exemplo, não li os romances que deram origem ao filme Nome Próprio, de Murilo Salles. Sem conhecer a obra original é impossível saber o quanto o roteiro foi fiel à história - ou às histórias. É o que menos importa, nesse caso. O principal, o espírito do texto - ou a graça que Clarah confere a uma sucessão de fatos banais - não sobrevive à passagem para o cinema.
Sem essa graça, o que sobra? A nua sucessão de fatos banais agravada pela crença supersticiosa de que a lentidão é capaz de dar densidade às narrativas. Não é. Ao mesmo tempo, faltam ao roteiro os elementos característicos do universo de Clarah. Falta tatuagem, falta piercing, falta estrada. Falta rock and roll. Falta humor e um toque de non sense. Falta movimento. Enfim, sobrou Noveau Roman, mas nem uma pitada de New Journalism. Muita Sarraute e Duras e nada de Hunter Thompson.

Pode-se argumentar que não se deve confundir Camila e Clarah, mas quem sugere essa fusão é o próprio roteiro por meio de detalhes quase esotéricos de tão sutis - como ser sempre o mesmo porteiro e a mesma escada de acesso ao apartamento - que culminam com a cena final que inesperadamente - e desnecessariamente àquela altura - justapõe autora e personagem.

Não é possível dizer até que ponto o roteiro determinou a escolha dos trechos dos textos de Clarah ou se, ao contrário, foi essa escolha que determinou o andamento do roteiro. Mas a seleção de Viviane Mosé não foi feliz na ênfase quase redundante em questões como identidade e vazio que, ao ganhar um destaque excessivo, acabam por fazer de Camila uma espécie de candidata mirim a Clarice Lispector.

Não se poderia, aliás, imaginar pessoas mais díspares do que Viviane Mosé e Clarah Averbuck, a despeito do talento que se atribua a uma e outra. Mosé é acadêmica; Clarah é pop. Mosé tem os dois pés na França; Clarah tem ao menos um nos EUA. Mosé está impregnada de Nietzsche, Foucault e anos 60. Clarah embebedou-se de Miller, Bukowsky e os punks. Enfim, juntar as duas não deu liga e a Camila/ Clarah do filme de Murilo Salles, é só uma menina com problemas comuns amplificados pelo alcoolismo, sem densidade nem vigor. Leandra Leal está bem nessa Camila que lhe deram, mas faltou o toque de ironia que impedisse a autodestruição de descambar para autopiedade.

Apesar de todos os equívocos do roteiro que resultaram num filme longo e lento demais, Nome Próprio não é ruim. A câmera nervosa move-se com elegância que a montagem soube valorizar, Rosanne Holland é linda e há ao menos uma cena memorável: o quase afogamento de Camila em Copacabana, como direito a uma referência sutil a cena célebre de Burt Lancaster e Deborah Kerr em "A Um Passo da Eternidade" (1953), de Fred Zinneman. O único aspecto realmente insuportável do filme são aqueles letreiros redundantes que mais parecem um teleprompter bêbado a reproduzir na tela o que já se ouve em off.

Enfim, Nome Próprio não é certamente um desastre, apenas um filme de gente talentosa que ficou aquém de suas possibilidades. Acontece - e não desmerece ninguém.Publicar postagem

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sábado, 19 de julho de 2008

O colecionador

Nas últimas semanas, me tornei um especialista em Daniel Dantas. Já sei, por exemplo, que ele só come peixe grelhado com legumes cozidos e só usa gravatas azuis. Inacreditável! Um bilionário ao alcance do meu bolso! Posso convidá-lo para jantar e ainda lhe dar um presente de aniversário atrasado. Sim, eu também já sei até o dia em que ele nasceu.

Descobri mais. Descobri, quase estarrecido, que Daniel Dantas não tem avião, iate, ilha, haras, fazenda, não tem carros, nem quadros - nada. Fiquei penalizado com a idéia de que o Daniel pudesse ser um bilionário pobre. Não ria, leitor! No Brasil, há centenas, talvez milhares, de milionários pobres que só sobrevivem graças à ajuda do governo. Mas bilionário pobre, Daniel seria o primeiro...

Mas felizmente não é o caso. Daniel tem,sim, um hobby caro como todo bilionário que se preze. Ele é colecionador. Um colecionador de pessoas. Se no futuro lhe sobrar tempo - e parece que há um bando de gente se esforçando para que lhe sobre muito tempo num futuro próximo - Daniel bem poderia escrever um livro que seria certamente best-seller: "Como ganhar dinheiro e colecionar pessoas".

Daniel começou colecionando economistas. Tomou gosto e logo passou a colecionar advogados. Depois foram juízes, ministros, políticos. Ele também coleciona deputados e senadores, claro, Mas esses ele gosta mesmo é de mandar fazer - e os tem de todos os matizes.

Daniel acabou também colecionando inimigos, mas isso a gente tem de admitir que não é só ele, não. No Brasil, colecionar inimigos se tornou um hobby de qualquer homem público ou celebridade. Basta o sujeito ficar um pouquinho conhecido e ganhar uma graninha que logo começa a colecionar inimigos. O chato de colecionar inimigos é que é difícil se desfazer deles. Parece que os colecionadores se apegam muito a seus inimigos e não gostam de trocá-los por outros.

Mas a maior coleção do Daniel é a coleção de jornalistas. Ele chegou mesmo a ter a maior coleção de jornalistas do Brasil - quem sabe do mundo! Quando falo jornalistas não estou falando de qualquer jornalista, não! Ainda que Daniel incluísse peças menores em sua coleção, a maior parte era de jornalistas acima de qualquer suspeita. Um luxo!

A graça de colecionar jornalistas talvez esteja na variedade de tipos que é possível encontrar. Advogados, por exemplo, são sempre sérios. Não existe advogado engraçadinho. Coisa mais chata... Entre jornalistas, há de tudo: os sérios e os engraçadinhos; os intelectuais e os popularescos; os jovens e os medalhões; os de direita, os de esquerda, os de centro. A lista é imensa - fora que essas características podem se combinar à vontade. Por exemplo, há o jovem engraçadinho de esquerda, o medalhão sério de centro e por aí vai...

Foi uma proeza e tanto Daniel reunir os melhores de cada tipo numa só coleção em exposição permanente anos a fio. Ainda não descobri por que, mas nos últimos tempos, ele teve de se desfazer da parte mais vistosa da coleção e hoje essas peças estão espalhadas por aí. Uma pena. O que sobrou ele mantém mais ou menos longe do público, talvez porque assim reduzida a coleção tenha agora um efeito meramente decorativo.

Seja como for, ninguém pode duvidar da contribuição de Daniel e sua coleção para o desenvolvimento das profissões liberais no Brasil. Sem alarde, o Bolsa-Dantas tem operado uma verdadeira redistribuição de renda contabilizada e não-contabilizada, numa espécie de programa social privado. E ainda que o presente tenha se mostrado ingrato, o futuro saberá lhe fazer justiça, Daniel. Pode ter certeza... Ah! E quando quiser comer um peixinho grelhado, está convidado.

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sexta-feira, 18 de julho de 2008

As duas caras da Favorita

Eu fui o primeiro a dizer que o assassino do Marcelo de A Favorita não é nem a Flora, nem a Donatela, mas o Silveirinha. Não, não foi o delegado Protógenes quem me vazou a informação. Estava na cara.

Mas como a coisa ficou só entre amigos, aqui vai minha última sacada: A Lara é filha da Flora com o... Dodi! Sim, aquele rapaz que parece ter saído dos sets de Zorra Total é o pai daquela gracinha! Estou aceitando apostas...

Quanto ao Zé Roberto... Esse apelido de Zé Bob não me engana! Eu acho que ele vai acabar vivendo com o Silveirinha naquele cafofo verde escuro.

Agora, na verdade A Favorita é a verdadeira Duas Caras! Já repararam como todo mundo ali tem duas caras? Só tem mentiroso ou enganado na novela... Aliás, taí... Mais uma tese: o cerne da novela é a humilhação e o abuso. A conferir...

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Metrossexual

Minha única curiosidade é saber se o procurador de Grandis faz as sobrancelhas. Seria ele um metrossexual? O outro, o de Sanctis eu ainda não vi, mas os dois bem poderiam emprestar seus nomes para uma linha de cosméticos masculinos.

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domingo, 13 de julho de 2008

Uma igrejinha

Entre as muitas razões sentimentais que o levavam a subir até Santa Teresa a mais recente era visitar a igrejinha dedicada à santa que dá nome ao bairro. Pequena, quase sempre vazia, incrustada no meio de uma ladeira íngreme que parece levar a lugar nenhum, a igrejinha ergue valente suas torres para o céu, mais em louvor do que em apelo.

Talvez por isso gostasse tanto de ir lá e ficar um tempo sozinho, aconchegado naquele silêncio banhado pela luz colorida dos vitrais. Sempre havia o latido insistente de um cão, o burburinho de crianças brincando longe, vozes vindas da sacristia, um carro passando lá fora - sons, enfim, que impregnavam de vida a elegante construção toda de pedra por dentro que parecia pairar fora do tempo - não fosse a indiscreta presença de lâmpadas e auto-falantes. "Se essa igreja, se essa igreja fosse minha", ele pensava, "as missas seriam à luz de velas e de viva voz". Sim, se por alguma razão improvável ele se tornasse muito rico de repente, adotaria a igrejinha e sua única exigência seria a abolição da eletricidade e seus confortos tão pouco espirituais. Em compensação, compraria um órgão e manteria um coral. Um coral só de crianças. Sentia falta de uma igreja assim...

Cumprido o ritual quase mecânico - mas nem por isso menos genuíno - de rezar as duas ou três orações que sabia, deixava-se ficar lá, sentado, quieto, como se meditasse de olhos abertos. Achava de uma imodéstia imperdoável não pedir alguma coisa, mas o que mais fazia era agradecer. Agradecer enfaticamente por tudo, minuciosamente tudo que lhe acontecera na vida. Porque, afinal, o mal que lhe coubera fora tão pouco que, se olhasse com justiça, veria que nem mal era: apenas sua vontade não satisfeita. Mas, sabe-se lá, se a vida teria sido melhor se tudo sempre tivesse corrido como ele desejara? Não, certamente não...

A simpatia que sentia pela igrejinha acabara por alcançar também a santa - tão humana, tão de carne e osso, ao contrário de outros santos que se revestiam de uma aura quase mítica. Havia algo de mundano em Santa Teresa que a aproximava da gente comum, com suas dúvidas e vaidades, com suas mesquinharias e grandezas.

Naquela tarde, ele a levara a igrejinha - para agradecer. Agradecer pequenos resultados que uma fé singela quis tingir com as cores vibrantes do milagre. Era engraçado estar com ela numa igreja - e ainda mais numa igreja vazia, só deles. Ficaram os dois em silêncio, lado a lado, gostosamente tímidos. Sim, sentia-se mais rico por incorporar uma igreja à paisagem desse amor tão incomum, tão conturbado. Não demoraram muito, mas saíram de lá mais felizes e um pouco noivos.

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sábado, 5 de julho de 2008

Despedida

Como é que você me morre assim, meu amigo, de repente, sem nada mais do que um suspiro? E então, no meio da noite de domingo, entre um e outro intervalo do Fantástico, seu corpo jaz inerte no chão da sala, como se você tivesse adormecido diante da TV. Mas você já não estava ali. Agora era só seu corpo que atravancava o caminho como um obstáculo incômodo, um boneco de cera surpreendentemente pesado. A perplexidade sucedeu o desespero e foi com a resignação de quem espera acordar de um pesadelo que se promoveu a série de trâmites burocráticos - agravados pelo dia e pela hora - necessários para retirar você, seu corpo - como chamar, enfim? Logo você que sempre fizera questão de não incomodar ninguém, sempre tão independente - no fundo, um solitário amável e silencioso.

Eu que cheguei depois, atendendo o chamado de minha prima, sua mulher, olhava você - seu corpo? - e nem sequer sei dizer o que sentia ou sinto. Uma tristeza tão funda que nem parecia doer. Há algo na morte de tão indizivelmente cruel e, ao mesmo tempo, tão banal que beira a irrealidade: é dor e estorvo, obviedade e surpresa, choque e resignação. A alma que há em nós - ou seja lá o que for - parece intuir que o fim é também continuidade ou começo. O animal que somos sente o medo ancestral que nos ata desde o passado sem memória ao futuro mais longínquo a todos os homens e a todos os seres: morremos. E deve ser mais horrível saber que se morre do que morrer.

Seus objetos cotidianos ainda estavam espalhados pela casa, claro, como se você tivesse saído sem avisar ou ido simplesmente dormir. Fiéis, os objetos pareciam aguardar você sem saber que jamais voltariam a vê-lo. Lembranças de nossa amizade iam me surgindo, como se temessem se perder como o maço de cigarros, o isqueiro, o radinho de pilha, os óculos. Cuidarei bem delas, fazem parte do que tenho de melhor. E, em face do absurdo que é a morte, eu me agarrava a uma certeza: você viveu e morreu exatamente como sempre quis. Poucos poderão dizer o mesmo e eu me orgulho por você e esse orgulho também me serve de consolo.

Sentados à mesa da cozinha, conversávamos eu, seu irmão mais velho e o papa-defuntos enquanto aguardávamos a remoção - e o rapaz nos dizia - com uma candura que contrastava com o corpo quase obeso, os preços extorsivos que não seria de bom tom regatear, os muitos recibos e papéis - que a ausência de certa marca roxa em seu pescoço denotava uma morte sem sofrimento. Me ocorre agora que escrevo que talvez alguém também já estivesse cuidando da remoção de sua alma...

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quinta-feira, 3 de julho de 2008

O problema do petróleo

O que escrevi abaixo é mera especulação de um leigo desinformado e delirante e talvez até contenha alguma verdade. Mas, honestamente, não me parece muito pior do que tudo que tenho lido de comentaristas tidos como sérios e bem informados.

O que vai abaixo é um trecho do segundo e último artigo de Jeffrey Nyquist sobre o tema, cuja tradução foi publicada pelo Mídia Sem Máscara. Vale a pena ler os dois artigos: 1 e 2.

Pessimista ou realista? Nyquist é certamente um conservador que tem uma visão clássica da História - aquela feita de homens e fatos.
Considerem o depoimento dado em 22 de maio por Anne Korin[4], diante do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos EUA, que começa assim: “Sr. Presidente do Comitê, Membros do Comitê, ...há cerca de dez anos [1998], Osama Bin Laden declarou que sua meta para o preço do petróleo era de US$144/barril...”. Ora, isso não é notável? “Àquela época”, ressaltou Korin, “US$144/barril parecia um preço muito improvável”. Todavia, cá estamos nós, a menos de US$20 do número alvo de bin Laden. Quer seja por nossa própria estupidez ou pelos cálculos apurados do inimigo, estamos à beira da derrota. Korin acrescentou: “Eu gostaria de enfatizar diante deste Comitê que US$144/barril será percebido como uma vitória pelo movimento jihadista e uma reafirmação de que o componente de guerra econômica em sua campanha contra o Ocidente é um sucesso retumbante”.
Em tempo: o barril de petróleo bateu exatos US$ 144 hoje. E A GM ameaça quebrar.

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A crise americana

Eu não entendo nada de economia, mas presumo que a alta passada do Bolsa brasileira, seguida agora de uma queda brusca de 9% em três dias é consequência do esforço dos banqueiros americanos de produzir lucros para cobrir os empréstimos feitos pelo FED ao mercado há seis meses. Esses empréstimos estão vencendo e têm de ser pagos. Os tomadores sabiam disso desde o início e se puseram em campo para "fazer dinheiro".

Por isso, presumo que em julho e agosto se reptirão as quebras e apertos de instituições financeiras americanas, exatamente como em fevereiro e setembro do ano passado. O FED e os Bancos Centrais europeus estão adotando a estratégia, creio, de ir irrigando o mercado de seis em seis meses, dando fôlego a quem ainda tem pernas para correr e deixando cair que já não se sustenta em pé.

Chegou a hora de pagar. Se eu estiver certo, as bolsas irão cair e o dólar volta a subir - e talvez "para sempre", até retornar ao seu patamar histórico.

Outra coisa que eu aproveito para repetir: subprime nada mais é do que "programa social privado" - isto é: bancos e instituições financeiras privadas financiando pessoas que - pelas normais de crédito tradicionais - não teriam condição de obter empréstimos. Muita gente - a maioria imigrantes e gent emuit pobre - deve ter aproveitado para se aavancar a vida e a maioria pagou tudo direitinho.

A tal "bolha do mercasdo imobiliário" é resultado, sim, da especulação predatória, típica de mercados abertos e essas crises - que os analistas bocós tratam como se fossem "surpresas" que fazem "tremer" os investidores - são oportunidades de excelentes negócios onde os mais fortes aproveitam para engolir os mais fracos. O FED entrou na brincadeira para proteger, claro, os inadimplentes num ano eleitoral e também para colocar um mínimo de ordem na luta dos grandes predadores.

Repito: não entendo nada de economia, mas é assim que vejo as coisas.
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Impressionante

Existe um bando de idiotas lá fora que aos gritos de "Mengo!" comemora o título da LDU - do Equador - em cima do Fluminense, em pleno Maracanã. É a rivalidade levada ao mais alto requinte da estupidez: o sujeito prefere que um time estrangeiro conquiste um título internacional a ver um adversário municipal campeão.

É desanimador. Ninguém merece torcedores assim. Nem o Flamengo.

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