terça-feira, 27 de novembro de 2007

A quem interessa a fraude do aquecimento global?

Essa é a pergunta que sempre me faço: a quem interessa essa fraude? Uma hipótese é que tenha sido uma tática secundária de desqualificação do capitalismo que acabou virando um bom negócio capitalista! Só mesmo uma tese apocalíptica justificaria tanto investimento contra uma fonte de energia tão barata e eficiente - ainda que inegavelmente poluente.

O interessante no texto abaixo é a notícia de que cientistas russos trabalham com a tese inversa: a de um esfriamento global iminente. Como a Rússia é um dos maiores produtores de petróleo, junto com a Arábia Saudita, um esfriamento significaria um aumento no consumo e nos preços. Uma tática diversionista típica da KGB? Pode ser...

Mesmo assim, a pergunta permance sem resposta: a que interessa a fraude?

"All energy on earth comes from the sun in the form or both radiation including visible light and invisible ultraviolet and from variable streams of charged particles from solar eruptions or from holes in the suns corona.

When the sun is very active, there is more radiation to directly warm the earth and ultraviolet to form and destroy ozone in low and middle latitudes in the high atmosphere, both reactions releasing heat.

When the sun is more active and the earths magnetic field in energized, less cosmic rays which have a low cloud enhancement capability can penetrate the atmosphere from space. Low clouds cool the earth by reflecting the sun's radiation. And during these active sun times, there are less low clouds and more sun to warm the earth.

For all these reasons an active sun means a warmer earth, a quiet sun a cooler earth.

The Sun contains 99.8% of the mass of solar system. Its constant hydrogen fueled atomic fusion consumes more mass in a second that all the fossil fuel ever burned on Earth. It is difficult to imagine man's activities overwhelming the heat from the Sun. But, that is exactly what global warming advocates want you to believe.

Indeed, as the chart above showed clearly, the solar cycles clearly synchronize better with historical ups and downs in temperatures far better than anything man has done.

According to the NASA solar experts Earth is emerging from an 11 year solar cycle that began in May of 1996. In theory that cycle would have ended a couple of years ago. Longer cycles are often precursors to a quiet sun. And many solar scientists are now predicting a much quieter sun in our very near future, some suggest as quiet as during the last little ice age. The Russian Academy has actually issued an Imminent Global Cooling Warning." clique para ler mais

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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Sobre a crônica da semana

A relação entre texto e autor é atravessada de ambiguidades. Quando acabei de escrever esta crônica, a achei medíocre. Metafísica de quinta, esoterismo de salão, vago alinhavo de palavras eloqüentes. O que a salvou foi a obrigação de entregar uma crônica em dia e horário determinado. Valia como o retrato de uma noite.

Depois, ao lê-la em voz alta para gravá-la, fiquei encantado com a sonoridade de suas frases, com seu sinuoso equilíbrio.

Mesmo seu aspecto mais obscuro, ou digamos "noir", me parece agora uma metáfora da concentração necessária para se escrever um romance, uma peça de teatro, uma história mais longa do que uma crônica. Crônicas são como improvisos, uma jam session.

Enfim, entre o pai babão de sua cria e o crítico cruel da obra alheia, entre o aquém e o além, equilibra-se o autor em face de seu texto.
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domingo, 25 de novembro de 2007

Noturno

Não quero dormir. Não quero dormir porque não quero acordar. Espero com toda a convicção que a minha insônia voluntária faça cessar a rotação universal dos astros e instale uma eternidade humana e suportável, sem calendários e relógios, sem sombras e ruídos.

A escuridão escorre pelas paredes e se infiltra entre as frestas, isolando a casa do lento e sinuoso cortejo do tempo que passa lá fora. Sim, quero ficar aqui para sempre. Não quero a morte, mas também não quero outro dia. Não há nenhuma dor ou melancolia nesse desejo de nunca mais dormir para não acordar; de romper com a aceitação da existência e do mundo tal como ele é, sem a mediação de palavras doces, explicações e esperanças. Só hoje, só por mais algumas horas, eu quero uma solidão feita de livros, silêncio e essa luz quente, artificial e inalterável. Que nunca mais amanheça, que nunca mais nada aconteça - e que essa calma não me venha pela morte, mas por alguma espécie de milagre incompreensível que faça parar o tempo.

Há nesta casa, quem sabe, quase mil livros. Livros de todos os gêneros: do romance policial à filosofia, de Camões a Fulcanelli. Se lidos e entendidos de fato eles dariam a qualquer um o conhecimento exato da alma e do mundo.

Todo o conhecimento humano ao alcance de olhos atentos, genuinamente atentos. Ah, como já acreditei nisso! Acreditei que me bastaria a firme adesão ao pensamento de alguém para encontrar a resposta tranqüilizadora que depois me asseguraria um lugar no mundo. E como isso é verdadeiro para muitos! Para quase todos! Por que não para mim, afinal? Por que, para mim, saber foi sempre o meu modo de alargar o abismo? E nem por isso a vida me é mais difícil ou dolorosa. Ao contrário, não fosse esse outro mundo feito de palavras, espelho do visível e do invisível, viver talvez me fosse, aí sim, impossível.

Sim, agora, por algumas horas que talvez durassem para sempre, eu queria ser livro também, queria partilhar fisicamente desse outro tempo, mais lento e duradouro. Na esperança de talvez alinhar minha alma ao vazio que adivinho gravitando ao meu redor como uma lua negra? Seria isso?

Não sei... Sei apenas que não quero dormir porque não quero mais acordar. Há um profundo mistério arraigado em tudo; em cada coisa, minuciosamente. Chamem-no de Deus e ainda assim será pouco - se conseguimos vislumbrá-lo num relance.

* * *

Adormeci. Amanheceu. Mais um dia vem, com sua luz, ocultar o mistério.
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domingo, 18 de novembro de 2007

We'll always have Paris...

Dizer "é minha cena predileta"...? É mais do que isso.

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O aquecimento global na Globo

Escrevi para a produção do Fantástico comentando a matéria sobre o aquecimento global onde eles comparam os argumentos dos "céticos" com o dos "crentes". Segue o texto:

"Na matéria sobre o aquecimento global, não se comentou dois dados importantes do documentário "A Grande Farsa do Aquecimento Global": a produção humana de CO2 é irrisória se comparada à produção natural e o CO2 é quantitativamente o menos relevante dos gases de efeito estufa.
Também é falso que a maioria dos cientistas concorde com os resultados do IPCC."

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Sobre a crônica da semana

A chuva de que falo na crônica aconteceu há quinze dias. Cheguei a fazer um post rápido, para registrar a impressão. Mas o que eu queria era captar num texto todo o poder da cena. A imagem era muito forte e, ao mesmo tempo, naquele momento era quase um segredo, tão longe estava. O sinal mais evidente era o surdo retumbar dos trovões, algo que me lembrou uma das cenas célebres de Casablanca: Isa e Rick estão na janela se beijando, enquanto do lado de fora ouve-se ao longe o ribombar dos canhões do exército nazista preste a tomar Paris. A mim, faltou uma Ingrid Bergman que dissesse: Foi um canhão ou é meu coração batendo? ("Was that cannon fire, or is it my heart pounding?")

Sim, citei de memória a fala em português, mas não lembrava com era em inglês. Não precisei de mais do que três minutos para encontrar na Internet o roteiro original do filme! Para quem quiser, aqui vai o endereço, aliás, dois: este e este.

Explorem os sites, parecem bem interessantes, ainda mais se você é fã de Casablanca como eu.

Aliás, por conta dessa pesquisa, achei uma matéria, de abril de 2006, no Time Out London onde o roteiro de Casablanca aparece como o melhor de todos os tempos, na lista dos 101 melhores roteiros de todos tempos da The Writers Guild of America . Vale a pena baixar a lista só para comparar com as preferências de cada um.

E para o pessoal mais jovem, uma rápido comentário: há mais ou menos 20 anos, levei uns dois meses para encontrar esse roteiro - nem me lembro mais em que biblioteca - e só pude mesmo xerocá-lo...

Voltando à crônica, me pergunto agora se abusei dos adjetivos na tentativa de descrever objetivamente a cena. Minha justificativa é que havia poucos dados onde apoiar uma descrição: nuvens longínqüas, o cinza como cor dominante, a rua vazia, o quase silêncio de domingo à tarde. Passar então do plano objetivo para o subjetivo foi um movimento quase natural, ainda que daí em diante o texto tenha tomado um rumo inesperado.
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sábado, 17 de novembro de 2007

A lição da chuva

A leste, o céu está rugindo. Pesadas nuvens cinzentas ocupam todo o horizonte e a tempestade avança lenta, majestosa, desafiadora. Os vidros tremem ao som grave e retumbante dos trovões. Parecem canhões nos subúrbios de uma cidade sitiada prestes a ser tomada pelo inimigo. Mas é domingo e a minha rua descansa, distraída. Ninguém parece se dar conta dos perigos do temporal iminente. Apenas eu, do alto do meu oitavo andar, observo, fascinado. Logo, o risco cor de prata dos relâmpagos rasgará o céu e os trovões serão tão evidentes que ninguém mais poderá ignorar a chuva que virá, violenta - e cruel para muitos.

Agora é ainda essa iminência eletrizante e cinza, que mal se ouve de tão grave. Agora sou eu na janela do meu quarto me sentindo um profeta a antever o apocalipse que meus vizinhos, em sua letargia, ignoram. Eis uma mostra da mais completa solidão: a solidão do vidente - pois como compartilhar o que só ele vê?

Agora é essa sensação de tragédia pequena, comum e mundana que eu trato de amplificar para dela extrair uma metáfora vaga dos tempos que correm ou, quem sabe, do que me vai por dentro. Porque também me habitam tempestades. Sim, essa beleza bruta também mora em mim. Essa violência contida que mistura dor e alegria desmedidas - isso também sou eu. Um eu que às vezes me ameaça arrebentar o coração e me inundar o peito, transbordante, fértil, imprevisível.

Quantas vezes no passado já me aconteceu assim, para o bem e para o mal? Quantas vezes essa loucura que vem do leste me tomou e fui ora estúpido ou genial, ora lúcido ou obscuro, ora nobre ou vil, segundo os ventos indecifráveis que me correm pela alma?

Chamam a isso de juventude, porque vem do leste. Que seja, mas o tempo não é remédio. Ensina, sim, a evitar se expor nesses dias nebulosos, a se esconder dessas chuvas torrenciais. A não mais desafiá-los, nem neles se fiar. Nem tampouco nos esplendorosos dias de paz. Ser indiferente à calma e à tormenta, o tempo ensina. Difícil, difícil mesmo, é aprender.

Enquanto escrevo, o cheiro inconfundível de pedra molhada se espalha no ar. Volto à janela. Grossos pingos de chuva muito frios já começam a cair e estalam no parapeito. Fecho os olhos e me deixo molhar. Todo presente, qualquer presente, é sempre uma dádiva.


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terça-feira, 13 de novembro de 2007

Aquecimento global é isto...

Situação iraniana prestes a piorar

Jeffrey Nyquist

Os Estados Unidos irão bombardear o Irã para evitar que os iranianos venham a ter armas nucleares? A fraqueza da atual administração e a impopularidade, na Europa e no Oriente Médio, de um ataque preventivo americano, estão entre os fatores que pesam contra um evento dessa natureza. Aqueles que mais alto gritaram contra o imperialismo americano e a maldade da atual administração, não obstante, são os que têm feito circular rumores e cenários nos quais um ataque americano parece iminente. Os rumores que ouvimos em outubro de 2006, repetem-se, apenas com novos detalhes: ex-agentes da CIA murmuram incoerentemente acerca de planos de ataque enquanto jornalistas franceses têm as informações ultra confidenciais e Dick Cheney agora desempenha o papel de Príncipe das Trevas. O velho e surrado script, agora já manchado de café, mas com novos diálogos, é empurrado adiante mais uma vez. Mas um ataque americano ao Irã irá mesmo finalmente materializar-se?

Os EUA estão claramente fazendo preparativos de guerra contra o Irã. Mas isto significa que a administração Bush irá atacar? Não necessariamente. Construir uma ameaça crível é uma boa estratégia de negociação. Infelizmente, as negociações falharam. Os iranianos não arredaram o pé e o analista arguto, tomando o pulso islâmico, pode dizer, sem medo de contradição, que o Irã não está desistindo de seu programa nuclear. Eles estão determinados a fabricar armas nucleares. Eles estão determinados a se transformar numa ameaça nuclear. A Europa e os Estados Unidos não podem convencê-los a desistir na base da conversa.

Acrescente a isso o fato que de George Bush tornou-se um presidente muito fraco, um líder bastante impopular, e sua reputação ao redor do mundo é pior do que nos EUA. Apesar de as pessoas em muitos países ainda admirarem os Estados Unidos ou de gostarem dos americanos, é fácil ouvi-las dizer o quanto odeiam o presidente Bush. No Oriente Médio, a aventura iraquiana irritou aliados importantes, tais como a Turquia e a Arábia Saudita. Aliados europeus também expressaram sua contrariedade. A invasão ao Iraque trouxe problemas novos a uma região já inundada de problemas. Acrescentar ainda mais uma palha às costas do camelo sobrecarregado, i.e., uma guerra com o Irã, só ampliaria a desordem. Por enquanto, parece que não está bem entendido que tal ampliação poderia estourar os limites locais e iniciais e se alastrar pela Ásia toda. Isto tem a ver com as estratégias mais sinistras da China e da Rússia.

Dada a fraqueza da presidência de Bush e os muitos fatores que refreiam a sua administração quanto a um ataque ao Irã, os israelenses[*] podem tomar o porrete e lançar eles mesmos um ataque preventivo contra o Irã. Militarmente menos capazes de fazer um serviço completo, os israelenses podem, não obstante, causar danos muito sérios à infra-estrutura nuclear iraniana. Este é o cenário mais provável à medida que o tempo avança e as negociações provam-se inúteis. Diante disso, a melhor estratégia iraniana seria a de lançar ataques imediatos contra navios americanos e contra as forças terrestres americanas no Iraque. Ao retaliar contra alvos americanos, os iranianos atrairiam os EUA e Israel para uma posição conjunta, lado a lado, numa série de confrontos militares conectados. Os israelenses e americanos seriam então vistos operando em conjunto, numa nefanda conspiração contra a Nação Islâmica. Isto poderia ter um efeito poderoso e eletrizante sobre toda a região.

Se o sentimento antiamericano for inflamado dessa forma, se a imaginação islâmica for suficientemente agitada pela mistura de Israel com forças americanas lutando contra o mesmo país islâmico, estados chave tais como o Egito e Arábia Saudita não mais seriam aliados confiáveis. Ainda outra desestabilização da região pode ser esperada. Os iranianos podem também tentar fechar o Estreito de Ormuz, através do qual fluem 40% do petróleo que o Ocidente consome. Nas palavras do líder supremo do Irã, Seyyed Ali Khamenei: “Se os americanos fizerem um movimento errado na direção do Irã, o suprimento de petróleo certamente enfrentaria perigo, e os americanos não seriam capazes de proteger a oferta de energia na região”.

Mesmo com todos os rumores de uma guerra contra o Irã, a questão pode não chegar a nenhum plano específico dos Estados Unidos em lançar um ataque preventivo. Uma guerra pode estourar sem nenhuma ação americana. Os iranianos poderiam iniciar uma ação por sua própria conta. Os israelenses podem lançar um ataque tal como ameaçaram fazê-lo no passado. De qualquer modo, as conseqüências seriam essencialmente as mesmas para os EUA. Uma guerra mais ampla começaria e as forças americanas permaneceriam fixadas no Oriente Médio.

Como esse resultado poderia ser evitado?

Um conflito entre dois modos de vida diferentes, entre duas civilizações, pode ser inevitável se aceitarmos a noção de que o Irã representa a civilização islâmica e os Estados Unidos representam a civilização ocidental. Os iranianos propugnam que a sua civilização merece as vantagens da posse de armamentos nucleares. Por que o Ocidente deveria ter poder de veto sobre os armamentos iranianos? Os americanos, britânicos, franceses e israelenses temem um Irã com armas nucleares porque temem a natureza radical do pensamento religioso islâmico. É evidente ao primeiro olhar que nenhum lado pode admitir a razão do outro. Os iranianos não podem admitir que a sua religião torne-os inadequados para possuir armas nucleares. Ao mesmo tempo, o Ocidente (e especialmente Israel) teme um Irã armado nuclearmente.

Seria o Ocidente arrogante quando busca evitar que a tecnologia bélica nuclear seja conquistada pelo Irã? No fim das contas o que importa é o fato do conflito iminente. Nesta questão, mesmo que os americanos estejam paralisados e incapazes de atacar o Irã, os israelenses olham para os passado e lembram-se de Hitler e do Holocausto e não vêem outra escolha. Eles precisam lançar um ataque às instalações nucleares do Irã. A lógica do lado israelense deveria ser óbvia a todos. Portanto, uma séria crise militar e econômica deve se seguir.

Não deveríamos esperar uma solução pacífica.

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domingo, 11 de novembro de 2007

Sobre a crônica da semana

Mais uma crônica sobre o Ecologismo. É sempre bom repetir: não sou cego. É óbvio que o industrialismo criou problemas de poluição e degradação ambiental que têm de ser enfrentados. E estão, mas não com a necessária ênfase. É claro também que a globalização de consumo e renda recoloca a questão dos recursos naturais finitos em um patamar mais delicado. Enfim, poluição e sustentabilidade são aspectos incontornáveis da globalização, mais até do que sua outra face, seu verdadeiro fundamento - ou ao menos, uma parte importante dele.

Daí a crer no profetismo alarmista que toma conta dos meios de comunicação e acadêmicos há uma grande distância. Tenho trocado e-mails com o Rui Moura, do blog Mitos Climáticos (http://mitos-climaticos.blogspot.com/) e no último lhe perguntei "Qual a intenção dessa farsa?". Controlar o crescimento dos países pobres e ricos, satanizar o capitalismo, reembalar o socialismo em papel verde - sim, mas com que objetivo? O mais interessante é que se tomamos o ecologismo como um neosocialismo anticapitalista, que países aparecem como os representantes reais dessa ideologia anticapitalista hoje: a Venezuela, o Irã e a Rússia (Cuba hoje é só um parque temático administrado por uma múmia bêbada e um fantasma), os três grandes produtores de... petróleo! Então aparentemente há uma aliança entre ecologismo, fundamentalismo islâmico e socialismo real contra o avanço do liberalismo. Novamente: para quê? Que alternativa figuras patéticas e sinistras como Chavez, Putin e Ahmadinejad têm a oferecer ao mundo? Três tiranias sangrentas, corruptas e ameaçadoras que tiram proveito do sentimento anticapitalista - e, portanto, antiliberal - disseminado pelo Ecologismo - essa religião de galinheiro, literalmente.

Isso para dizer o mínimo e permanecer longe das teorias de conspiração. Pois, a eclosão do ecologismo coincide com o "fim" da URSS, como é dito no documentário "The Great Global Warming Swindle" (os links estão disponíveis no Café Impresso - www.cafeimpresso.com.br - no pé da crônica) , que, no entanto, prefere tratar essa "migração" do vermelho para o verde como um oportunismo de militantes desempregrados e não como uma manobra planejada.

Pelo menso dois altos funcionários da KGB - Anatoliy Golytsin e Yuri Bezmenov - que fugiram para o Ocidente insistem em afirmar que o "fim" da URSS foi algo minuciosamente tramado pela KGB para dar mais agilidade ao comunismo - que hoje se resume em "destruir o império americano". A pergunta é, para colocar o que no lugar? Um império sino-russo-iraniano?

Emfim, muito mais do que o futuro aquecimento global, me preocupa o aqucimento presente das relações internacionais. Quando Bush afirma que o Irã "nuclearizado" significa a Terceira Guerra Mundial, ele não está falando por metáforas. A mensagem é clara e se dirige à Rússia sobretudo - que, por sua vez, garante que um ataque às intalações nucleares iranianas será "um ataque à Rússia".

Na verdade, estamos cada vez mais longe da utopia liberal de um mundo unido e "equalizado" pelo livre comércio global.
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sábado, 10 de novembro de 2007

Manifesto Canibal

Bastou escrever uma crônica ironizando o Ecologismo para ser tratado pelos ecologistas, ecólogos, ecólatras, ecopatas, econheiros, ecoistas, ecônomos, ecômetras, ecósofos como um... ecoclasta!
Logo eu, vegetariano, não-fumante, ciclista e cidadão de hábitos modestíssimos. Mas o Ecologismo é uma religião panteísta onde só não há lugar para o homem. De ponto mais alto da Criação, na Renascença, chegamos ao século 21 rebaixados à condição de "câncer da Natureza", expressão comuníssima entre os crentes do Ecologismo, que assim se excluem dessa desagradável e inoportuna mutação dos símios, a "espécie humana".

Meu anacrônico espírito renascentista não deixa de ser uma forma de ceticismo. Salvem as baleias, os micos, os pássaros - mas não esqueçam do homem, do homem comum, com agá minúsculo e ambições modestas, quase ingenuamente egoístas.

Uma das chatices da mentalidade revolucionária de que o Ecologismo é herdeiro é essa promessa de um Goethe em cada esquina. Um planeta de intelectuais - isso, sim, seria insuportável.Ou melhor, não de intelectuais exatamente, mas de especialistas travestidos de intelectuais.

Reclama-se o "uso racional dos recursos naturais". Mas quem vai determinar o padrão de racionalidade? Ora, o falso intelectual investido da condição de burocrata global. O falso intelectual burocrata é o sumo sacerdote do Ecologismo. E a Humanidade, cega pela desenfreada ânsia de consumo, necessita com urgência, ainda que não o saiba, da autoridade de seus preceitos. Ele é o artífice do Novo Homem. E sua receita é simples: elimine-se o capitalismo e o Bom Selvagem estará de volta - quase naturalmente, com convém.

De volta à taba, enfim!

Pensando bem, deveríamos antecipar o passo seguinte, o inevitável retorno à Antropofagia. Que o homem volte a comer o homem - literalmente. Querem carne? Comam seus filhos, parentes e vizinhos. As vantagens ecológicas são inegáveis. Porque não seria um mero canibalismo arcaico, mas um canibalismo científico, o Vegetarianismo Canibal. Ou seja, o homem não comeria nenhum produto de origem animal - à exceção, claro, da carne humana.

Rapidamente, a população decairia a níveis aceitáveis, reduzindo o consumo, e os animais seriam deixados em paz. Resta a questão: quem comeria quem? Ora, a solução é simples e já existe: os créditos de carbono. Quanto maior o consumo do sujeito, menores os seus créditos e, por conseqüência, seu tempo de vida. Seria uma espécie de revolução gramsciana ecológica. Os ricos iriam sendo abatidos aos poucos, no gozo pleno de sua felicidade consumista, sem necessidade de uma revolução bolivariana. Justiça social é isso, o resto é papo de petista.


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domingo, 4 de novembro de 2007

A chuva vindo...

À leste, o céu está rugindo. Tempestade que avança lenta, majestosa, desafiadora. Os vidros tremem ao som grave, surdo, retumbante.
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A tirania da pobreza

Ecologistas, ecólogos, ecólatras, ecopatas, econheiros, ecoistas, ecônomos, ecômetras, ecósofos. A cada dia surgem novas categorias de Ecologismo. Basta o sujeito fazer uso regular do serviço de barcas de Niterói e já se julga autorizado a lançar vaticínios sobre o destino da Natureza. "A Terra está acabando!". E não ouse discordar ou simplesmente levantar dúvidas; ouvirá imediatamente o coro raivoso: "Em que planeta você vive?". Se bobear, em vez de árvores acabarão queimando gente.

Concordo que é muito bom que se pense Homem, Alma e Mundo como uma coisa só. Uma luta de, pelo menos, dois mil anos que finalmente encontra os meios práticos de se realizar. A digitalização permite que se alcancem padrões mínimos e universais de trabalho, remuneração e consumo e níveis de excelência de produção e distribuição: produtos melhores e mais baratos, produzidos em escala planetária - um grande barato promovido pelo industrialismo. Essa é uma das razões porque o maoísmo do MST soa tão antiquado quanto uma vitrola pé-palito. Até a terra, para suprir a demanda crescente por mais proteína, tornou-se uma indústria.

A própria globalização é resultado da vertiginosa evolução do industrialismo. Enfim: sem industrialismo não há globalização.

Por outro lado, a principal conseqüência política da crença no aquecimento global tem sido a tentativa de controlar o crescimento dos países pobres, em especial os africanos. É duro pedir a um africano que administre um centro médico no interior movido a energia solar e eólica quando seu país é rico em petróleo e carvão. É o que se tem feito. No fundo, o que se quer é congelar o avanço do industrialismo. E transformar a África talvez numa imensa Disney.

A pergunta é: por quê? O que há de tão mau no industrialismo? O consumo! O economista "de direita" fala em inflação de demanda. O sociólogo "de esquerda" fala em consumismo - e se dão as mãos contra as pessoas comuns que não vêem nada de mau numa televisão nova, em mais leite em casa, naquele tênis ou na tal sandália.

Mais conforto, segurança e lazer é o que todo mundo deseja - com exceção talvez do economista e do sociólogo. Por outro lado, tornou-se óbvio que uma produção industrial em escala planetária implica em pensar globalmente a sustentabilidade e a poluição; a distribuição e o custo; a segurança e o crédito. E por aí vai...

Há muita poluição e a escassez de recursos é um fato. Mas o fim da tirania da pobreza é um compromisso milenar. Por tudo que li até agora sobre o aquecimento global digo que se trata de uma farsa obscurantista. Os argumentos do documentário "The Great Global Warming Swindle" continuam sem respostas consistentes.


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