terça-feira, 28 de agosto de 2007

Ainda a crise...

Já disse q não sou economista, mas me parece óbvio que qualquer crise que envolva o crédito imobiliário é grave. Porque pessoas perdem suas casas. No caso do Hemisfério Norte, às vesperas do inverno.

Imagino que a irrigada de grana que os BCs deram nos mercados mundo a fora segure a onda até o fim do ano. Depois, aparentemente haverá uma retração de crédito e um desaquecimento global do comércio. Eu acho atemorizante ler banqueiros dizendo que os países em desenvolvimento estão aptos a enfrentar a crise e que a China tem condições de sustentar o mercado em pé. Tomara. Mas o mínimo que aconteceria é uma queda geral dos preços.

Uma coisa que me preocupa no Brasil é nunca mais ter ouvido falar em superávit primário. Agora só se fala em superávit comercial. Tudo bem, mas e a velha conta de financiamento do Estado que nunca batia, sempre dava negativo? Por isso a ilusão do superávit primário, onde não se contabilizava exatamente o pagamento dos juros de refinanciamento da dívida pública. Esses novos superávits são, ao menos, realistas?

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Crise econômica

É preciso estar atento. Boa parte do noticiário e, por consequência, seus leitores, crê piamente que os Bancos Centrais "injetam dinheiro no mercado" e ponto final. Como se esse dinheiro fosse papel pintado recém-impresso.

Os BCs estão emprestando fortunas aos bancos privados para resolver um problema gravíssimo de liquidez, mas esse dinheiro terá de ser pago. Como os editores e repórteres de economia parecem não dar bola para prazos, sei que há um empréstimo do BC europeu que vence em 90 dias. E o resto?

Ou seja: daqui a três meses os bancos tomadores terão de pagar 40 bilhões de euros ao BC. Até lá farão uma corrida insana para realizar suas dívidas , se desfazer de ativos, reduzir empréstimos - enfim, se virar para pagar, como juros!, essa grana.

Claro que nesse período o mundo já começará a sentir os primeiros efeitos dessa crise que não é meramente financeira.
Digo isso por uma razão simples: estamos lidando com casas. Casas de família. Milhares de famílias perderão suas casas nos EUA. É de supor que essa gente terá de recomeçar a vida do zero, endividada, com o nome sujo e sem poupança. Estará, portanto, fora do mercado.
Suponho que suas casas serão vendidas pelos financiadores no mercado à vista para cobrir rapidamente uma parte dos débitos. Logo que comprar irá usar poupança, um dinheiro que sairá do mercado. Os bancos por sua vez, até se acertarem de novo, se tornarão mais cautelosos em seus empréstimos.

Logo, a impressão que eu tenho é que faltará crédito e consumidores no mercado a partir do fim do ano e começo do ano que vem, quando os prazos dos empréstimos dos BCs começarem a vencer.

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sábado, 25 de agosto de 2007

O homem que comia não

(final)
Recapitulando: Jair, desempregado há dois anos, descobre que por alguma razão desconhecida passou a se alimentar de nãos. A cada não, vai tomando conta de seu corpo uma sensação de saciedade e há mesmo dias em que volta para casa como quem chega de um banquete. Logo Jair se torna um degustador de nãos, descobrindo sabores e sustâncias diferentes nos nãos que recebe. Uma noite em que não consegue dormir de tanto não que comera, ele tem uma idéia que lhe parece brilhante: no dia seguinte iria almoçar não em um banco! Quase perdeu de vez o sono imaginando a fartura e a variedade de nãos que um banco teria a oferecer a alguém como ele.

* * *

No outro dia, às dez em ponto, lá estava Jair na porta da agência de um grande banco. Vestia sua pior roupa, mas não chegava a ostentar miséria e a barba por fazer até lhe acrescentava um ar moderno e casual. Tudo estudado para despertar no gerente um sentimento que oscilasse, indeciso, entre dois finíssimos temperos de não: a polidez e o desprezo.

Passou sem problemas pela porta giratória, procurou o espaço da gerência e foi se encaminhando devagar, para se fazer notado. Havia um grupo de mesas, mas a única sem cliente era a de uma moça loura, bonita, que não devia ter mais do que 30 anos. "Não de mulher é mais gostoso", pensou consigo mesmo.

Sentou-se e encarou a gerente:
- Bom dia! Quero abrir uma conta!
- Muito bem! O senhor já é nosso cliente?
- Não.
- Já trabalha com outros bancos?
- Não.
- Então eu vou precisar de alguns documentos seus... Coisa simples. Comprovante de renda o senhor trouxe?
- Não. Na verdade, nem tenho.
- Ah, o senhor é autônomo...
- Não! Eu sou desempregado...
- Ah, sim...
- Sim?
- Bem, o senhor tem poupança?
- Não!
- Quer abrir uma? É fácil...
- Não, não! Eu quero uma conta...
- Que bom! Assim que o senhor reunir condições para isso, será um prazer tê-lo como cliente...
- Ah, não!
- O senhor não quer?
- Não! Claro que não! Eu só quero...
Jair percebeu que a cada não que a moça lhe arrancava ele se sentia mais fraco. Estava ficando frio e um leve tremor lhe percorreu o corpo. Era fome.
- Tudo que eu quero é um não... Um, não, vários!
- Como assim?
- Um não! Não! Entende? Não!
De repente, o desespero e a fraqueza lhe inspiraram.
- Se eu lhe convidar para passar a noite lá em casa hoje, o que você responderia?
A gerente arregalou os olhos e em seguida fez um sinal discreto com os dedos. Jair ainda insistiu "Quer dormir comigo esta noite?", mas um dos seguranças já estava ao seu lado.
- Queira me acompanhar, senhor.
- Não! Jair gritou e o que lhe restava de força se esvaiu. Sequer resistiu quando o rapaz o levantou quase carinhosamente pelo braço e o conduziu até a porta. No caminho, revirando os bolsos, encontrou uma nota amassada de um real e mais algumas moedas. "Deve dar pra um salgadinho", pensou quando se viu na rua.
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domingo, 19 de agosto de 2007

O homem que comia não

(primeira parte)

Não sabia como nem porque, nem se preocupou muito em descobrir. Milagre ou mutação genética, o fato é que Jair de repente começou a se alimentar de não. Desempregado há quase dois anos, viu sua vida ir pouco a pouco desmoronando. A mulher o trocou por outro, os amigos foram sumindo; foi morar mais longe, vendeu o carro. Sobrou a solidão e a TV. Ia vivendo do jeito que dava, um serviço aqui outro ali, dinheiro emprestado, contas atrasadas. Se virava, mas dizer que aquilo era vida... Ainda assim, não desistia.

Até que, numa segunda-feira, fazendo a ronda dos classificados de emprego, reparou que a cada não que recebia se sentia mais forte. O estômago mesmo parecia se encher. Passou o resto do dia atento e não deu outra: à noite se sentia como se tivesse saído de um banquete.

Na manhã seguinte, acordou com fome e resolveu testar se a coisa funcionava mesmo. Andou uns três ou quatro quarteirões, entrou num botequim desconhecido e foi direto no caixa:
- Quero um média com pão na chapa.
Sentiu que seu entusiasmo despertara a desconfiança do dono do boteco, que talvez o pensasse bêbado.
- E capricha na manteiga! Jair quase gritou, tirando o sujeito do transe. E quando ele já ia se virando para fazer o pedido, Jair soltou a frase mortal:
- Só tem uma coisa... Pode ser fiado?
Toda a desconfiança acumulada naqueles poucos segundos explodiu num "Não!" cheio de raiva. O efeito foi imediato. Em vez de média com pão e manteiga, um Bauru com vitamina! Jair saiu do botequim agradecido e quase almoçado.

O infortúnio já não o incomodava: vivia dele e foi descobrindo que havia muitos sabores e sustâncias de não. Uns eram doces, outros, salgados. Alguns valiam uma refeição completa; outros, não passavam de um tira-gosto. Dependia muito da situação, do caráter da pessoa, da surpresa e indignação que Jair fosse capaz de produzir para ganhar delas um não.

O que logo percebeu foi algo que sempre soubera, sem nunca ter se dado conta: é mais fácil receber não do que sim. Há mesmo quem distribua nãos com prazer. Raro era o não acanhado, cheio de arrependimento e carregado de um genuíno sentimento de compaixão e impotência. As duas ou três vezes que ganhou uns desses sentiu-se comovido como se comungasse, e numa delas chegou mesmo a passar o braço nos ombros do sujeito e dividir com ele o gostinho de hóstia:
- Não, não... Também não é assim... Deixa pra lá.

Mas Jair tinha lá também seus "prazeres maus", como dizia. Adorava, por exemplo, abordar senhoras e com a sua melhor cara de seriedade e inocência, pedir:
- Tia, me dá um trocado?
Aquele "tia" vindo de um homem feito produzia de volta sabores surpreendentes e imprevisíveis. Uma delícia!

As semanas foram passando e Jair foi refinando seu gosto. Então uma noite, ressonando na cama de barriga cheia teve uma idéia que lhe pareceu brilhante: no dia seguinte iria almoçar não num banco! Imagine que sofisticadíssimos paladares um não de banco não teria! E que fartura de nãos!
Mal conseguiu dormir de tão ansioso. No outro dia, pontualmente às dez, estava na porta da agência de um desses bancos enormes que lucram bilhões a cada ano.

(continua na próxima segunda)
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quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Café da manhã

Antônio Maria
É preciso amar, sabe ? Ter-se uma mulher a quem se chegue, como o barco fatigado à sua enseada de retorno. O corpo lasso e confortável, de noite pede um cais. A mulher a quem se chega, exausto e,com a força do cansaço, dá-se o espiritualíssimo amor do corpo.

Como deve ser triste a vida dos homens que têm mulheres de tarde , em apartamentos de chaves emprestadas, nos lençóis dos outros! Como é possível deixar que a pela da amada toque os lençóis dos outros! Quem assim procede (o tom é bíblico e verdadeiro) divide a mulher com o que empresta as chaves.

Para os chamados "grandes homens" a mulher é sempre uma aventura. De tarde, sempre. Aquela mulher que chega se desculpando; e se despe, com todo desgosto, enquanto dura o compromisso. É melhor ser-se um "pequeno homem".

Amor não tem nada a ver com essas coisas. Amor não é de tarde, a não ser em alguns dias santos. Só é legítimo quando, depois, se pega no sono. E há um complemento venturoso, do qual alguns se descuidam. O café com leite, de manhã. O lento café com leite dos amantes, com a satisfação do dever cumprido.

No mais, tudo é menor. O socialismo,a astrofísica, a especulação imobiliária, a ioga, todo o asceticismo da ioga... Tudo é menor. O homem só tem duas missões importantes: amar e escrever à máquina. Escrever com dois dedos e amar com a vida inteira.
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domingo, 12 de agosto de 2007

Dos muitos eus

Não era um gato; era o sol descansando na árvore, aconchegado num galho. Era eu passando de bicicleta? Acho que sim... Interinamente eu - um dos tantos que tenho. Esse vê o sol batendo numa árvore e pensa que é um gato. Quisera ser ele o dia todo hoje. Mas não dá. Há contas a pagar, trabalhos a fazer. Há, enfim, a vida - comum e corriqueira, sem poesia ou metafísica.

"Ora, meu caro Antonio, não há vida sem eu. Logo não é a vida que é chata, mas o eu que você veste para vivê-la. Por que escolher um eu que reclama, preguiçoso, falsamente lírico e profundo, em vez de outro, garimpeiro, bandeirante, capaz de achar em tudo alguma graça?"

Quem fala deve ser algum outro eu, mais ponderado - nem tão aéreo, nem tão azedo...

Acontece, argumenta o azedo, que há a urgência material das paredes pedindo tinta, das cáries que avançam, invisíveis, das contas atrasadas e a pagar; há a vaidade do reconhecimento público que se traduzisse em grana. Há, enfim, uma lista enorme de necessidades e quereres - urgentes, inadiáveis. Mas o que fazer se ultimamente eu só tenho ouvido "não"?

Se ao menos eu me alimentasse de "não"... Seria um prato cheio! Tudo me favorece, a começar pela profissão: cronista. Poderia dizer "escritor", mas é muito genérico e, ao mesmo tempo, pomposo. Até pretendo escrever romances, novelas e tenho mesmo alguns poucos contos na gaveta, mas de fato agora o que escrevo são crônicas. Logo, sou obrigado a admitir publicamente que sou cronista. Um desastre!

"Crônica não vende." é o que ouço de todo editor. Você, leitor, que para mim é um mistério, aos editores aparece com clareza algébrica. Você é para eles uma paisagem vista do alto enquanto para mim é como se encarasse um espelho pequeno e baço. Mal nos sabemos, mas uma coisa é certa: você não compra crônicas! E tome "não" a cada vez que ofereço a coletânea do que tenho publicado aqui. E ainda se fossem só os editores a me dizer "não"...

"E se houver algum eu lá dentro dizendo "não" sem que eu saiba?", me sugere suspicaz (não é uma palavra linda?) meu eu paranóico... Fico com isso na cabeça - há em mim um eu muito influenciável... Afinal, a negação é insinuante e vai impregnando tudo de tal forma que quando acordo já estou sonhando em me mudar para a Nova Zelândia! Problema seria arranjar visto para tantos eus... Certamente ouviria mais um "não".

Não, não, não... Chega! Lá vou eu vestido de chato fazer chata a vida. E quem souber de um editor que acredite em crônica, me avise.
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terça-feira, 7 de agosto de 2007

Prelúdio da Grande Vaia

Lula e o PT vão dividir o país. A intenção: a bolivarização do Brasil. Serão os piores quatro anos de nossas vidas. Isto é, se você for otimista. Se for pessimista, é melhor esperar por oito anos.

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sábado, 4 de agosto de 2007

Cissy Houston - Be My Baby

É tudo que eu quero dizer, baby...

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Barco e vento

Saio pela rua em busca de uma crônica. Tenho já um texto pronto, mas não me parece que ele faça jus a esta manhã ensolarada, depois de tantos dias de chuva. Tampouco está a par com o que me vai por dentro. É preciso encontrar palavras mais genuínas, deixar que elas se derramem sobre mim como raios de sol e se espalhem por aí, tocando o coração de cada leitor o mais fundo que puderem. E ao menos um, especialmente.

"Onde está teu coração agora?" Eu me pergunto e é bom imaginar que os raios de sol são como pontes, linhas de ligação entre mim e o sol e entre mim e você; que esse mesmo sol que me banha também banha você, onde quer que você esteja agora, e então é possível, sim, que você me ouça os pensamentos que lhe devoto, apreensivos e esperançosos. E eu os seus.

"Onde estará teu coração agora? Que palavras o traduziriam? Ou que silêncios?". Vou pensando em você, desejando penetrar teu coração...

Mas todo coração é um deserto e um palácio; um imenso labirinto onde há e não há paredes, onde nunca estamos sós e não há ninguém. Estar em um coração é nunca saber se o alcançamos, meu amor. Desejá-lo é já estar perdido. Abandonar-se, o que resta.

Então estou em seu coração quando vago pelas ruas e penso ouvi-lo na luz que o sol me traz. E assim, quase também vejo você suspensa no ar em sua varanda de frente para o mar distante, expondo ao sol o coração oprimido. O que esperas? E para quando?

Eu ouço... Mas serão suficientes as palavras que ofereço? Serei o barco, que desponta nesse horizonte de azuis tão pálidos, ou serei só o vento, que se perde em afagos nos teus cabelos?

O que, enfim, teu coração - de si e para si palácio, deserto, labirinto - consentirá que eu seja?

Eu ouço - e sigo caminhando, imóvel, ao mesmo tempo, barco e vento; ao mesmo tempo, precioso e nada.
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quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Crônicas cubanas

Por Anthony Boadle

HAVANA (Reuters) - Um ano depois de ter assumido interinamente o posto de líder de Cuba, Raúl Castro está alimentando as esperanças de que haja reformas na ilha, que amenizem as dificuldades econômicas e a escassez de comida.

Ele se tornou o presidente interino no dia 31 de julho de 2006, quando Fidel Castro foi submetido a uma cirurgia de emergência no sistema digestivo. Foi a primeira vez que Fidel transferiu o poder desde a revolução de 1959.

Nos primeiros meses, a principal preocupação de Raúl Castro foi preservar a estabilidade política. Recentemente, porém, ele tem se voltado a questões do dia-a-dia dos cubanos.

Raúl admitiu na semana passada, em seu primeiro discurso celebrando o Dia da Revolução, que os salários estatais são inadequados e que a agricultura é absurdamente ineficiente.

Ele disse que quer incentivar os investimentos estrangeiros em Cuba, e que são necessárias mudanças estruturais para produzir mais alimentos e reduzir a dependência do país em relação às importações, que são caras.

"As pessoas estão animadas. O discurso mostra que Raúl é quem está no comando. As mudanças estão chegando", disse uma empregada doméstica de Havana que não quis ser identificada. O marido dela, porém, estava menos otimista. "Ouvimos a mesma história há anos. Com meu salário, só consigo comprar legumes e verduras, nunca carne", disse, antes de ser silenciado pela mulher, que o advertiu de que ele poderia ser preso.

Um economista que trabalha para o governo disse que reformas profundas na agricultura estão sendo elaboradas, e que também há estudos para mudar as leis que regulam a propriedade.

Os salários médios em Cuba são de apenas 14 dólares por mês, portanto muitos cubanos encaram com alívio o fato de Raúl Castro estar se preocupando com essas questões econômicas.

"Espero que Raúl possa dar um jeito nisso, porque Cuba é um bom país", afirmou Armando Laferte, 42, apoiado num velho Chevrolet de 1948, ao som de rap. "Não temos como comprar as coisas de que mais precisamos, da pasta de dente à pasta de tomate", disse ele.

Fidel, que faz 81 anos no mês que vem, não aparece em público desde que se afastou do cargo. Escreveu uma série de artigos no jornal nos últimos meses, mas não deu sinais de pretender voltar ao poder, enquanto a autoridade de Raúl parece crescer dia após dia.

Exatamente um ano depois do afastamento de Fidel, o jornal do Partido Comunista, o Granma, trouxe uma foto de Raúl Castro na primeira página, e o artigo de Fidel Castro, desta vez sobre os Jogos Pan-Americanos do Rio, foi relegado à editoria de esportes.

Até os dissidentes receberam bem o discurso de Raúl Castro, 76, que antes era o ministro da Defesa. "O discurso cria expectativa e esperança, mas temos de ter cuidado. Há gente linha-dura colocando empecilhos no caminho das reformas", observou o economista dissidente Oscar Espinosa Chepe.

O Globo, 31/07/2007
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